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4 elementos que não podem faltar em um livro de crônicas

A crônica tem se configurado, ao longo do tempo, como um dos gêneros literários preferidos do leitor brasileiro. Seu formato leve e despretensioso agrada tanto a leitores vorazes quanto aos que leem esporadicamente. Por isso, quem pensa em reunir seus textos em um livro de crônicas tem boas chances de que ele agrade ao público.

Quem escreve crônicas pode se inspirar a qualquer momento, pois um fato cotidiano — por mais banal e prosaico que seja — ganha um novo olhar e reflexões mais aprofundadas aos olhos do cronista: ele é o escritor do tempo, do clique do cotidiano.

Se você gosta de escrever histórias curtas e tem vontade de publicar um livro com elas, leia este artigo e veja 4 itens essenciais para produzir um livro de crônicas. Acompanhe!

1. Gênero livre 

Inspiração: esse não é um problema para um autor de crônicas. Como os textos são curtos e leves, a inspiração aparece a qualquer momento. O gênero permite abusar da subjetividade e, por isso, um pensamento pode se transformar em um texto narrativo, descritivo ou argumentativo.

Sim, as crônicas não são um gênero rígido. Existem crônicas diferenciadas, que contam uma história, são mais focadas nos detalhes ou, ainda, visam defender um ponto de vista pelo uso de argumentos convincentes. Rubem Alves, escritor e teólogo, lançava mão da argumentação em suas crônicas, como “A máquina de fazer salsichas”.

2. Percepções do cotidiano

Como falamos acima, simples passagens do cotidiano se transformam sob o olhar do escritor. É ele quem traz leveza à dureza da vida, revela a intimidade, coloca humor nas amarguras do dia a dia e pinça doses de felicidade onde só se via sofrimento.

Portanto, independentemente do estilo da crônica, perceber as nuances do cotidiano e extrair dela um pouco de leveza, como fez Fernando Sabino em “A última crônica”, é um ato de congelar o momento exato do cotidiano e transformá-lo em lição, em aprendizado.

3. Linguagem simples e coloquial

A crônica não é lugar, a priori, de rebuscamento; pelo contrário, ela casa bem com a coloquialidade, com a prosa leve do cotidiano. Na hora de escrever seus textos para compor um livro de crônicas, leve isso em consideração para aproximar-se do leitor e dividir com ele essa conversa.

Luis Fernando Verissimo, por exemplo, é mestre em contar, em suas crônicas (“Comédias da vida privada”, entre outras coletâneas), as aflições da classe média e seus valores (in)contestáveis, fazendo uso de gírias e expressões coloquiais tanto no discurso dos personagens, quanto na interlocução com o leitor.

4. Atemporalidade

Apesar de a crônica se caracterizar pela expressão do cotidiano, a reflexão que ela pode provocar, o sentimento que é compartilhado pelo autor e mesmo a sacada humorística de uma situação, têm uma vida mais longa, pois, acima de tudo, trata-se do comportamento humano e esse não muda tão rápido assim.

Portanto, os textos não ficam velhos. Mesmo que a crônica tenha sido escrita há algum tempo, ela ainda é o retrato momentâneo de um cotidiano. Leia “Como comportar-se no bonde”, crônica de Machado de Assis publicada em 1883, e comprove.

Fique atento ao mundo, escreva e, depois de reunir seus textos, é hora de compartilhar com os leitores: você pode reuni-las em um livro de crônicas para publicação!

Entre em contato com a Autografia, uma editora especializada em realizar o sonho de novos autores, fornecendo todo o suporte para a confecção e a divulgação do livro.

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