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Como redigir o prefácio de um livro?

Embora seja ignorado corriqueiramente pela maioria dos leitores no ritual de leitura, o prefácio de um livro é um elemento importante que ajuda a compor a obra literária. Mas você, autor (ou aspirante), sabe como redigir um bom prefácio?

Nós vamos hoje, com este post, responder a essa pergunta! Mas, antes, vamos conversar um pouco sobre esse elemento e o que o torna tão importante no contexto da obra.

O prefácio de um livro e sua importância

O prefácio é um texto relativamente curto, que precede a obra e tem o intuito de preparar o leitor para o que virá em seguida. O responsável por essa tarefa pode ser tanto o autor quanto uma outra pessoa, escolhida por possuir atributos que o qualifiquem para falar sobre a obra com propriedade.

Muita gente “pula” esse texto inicial e parte direto para os capítulos principais do livro, alguns preferindo inclusive ler o prefácio no final — trata-se de gosto pessoal. Contudo, o prefácio de um livro ganha seu valor no momento em que orienta a leitura da obra, evidenciando recortes, contextualizando ideias e provocando reflexões que o leitor poderia não ter durante o processo de leitura.

Elementos de um bom prefácio

Caso você seja convidado a escrever o prefácio de uma obra, ou pretenda se empenhar em escrever o de seu próprio livro, é importante seguir algumas prerrogativas. Acompanhe:

Informação e apresentação

A função principal do prefácio de um livro é expor o texto ao público. Em primeira instância, pense nisso como uma “vitrine” para a obra, explicitando para o leitor seus principais aspectos e objetivos e convidando-o a seguir sempre em frente na leitura, se valendo de uma boa dose de isenção. Jamais faça críticas no prefácio!

Nesse sentido, é importante que o redator do prefácio apresente, de forma sucinta, o conteúdo do livro, seu formato (se são capítulos, ensaios, contos), seus temas principais e paralelos.

Contextualização

Outro aspecto do prefácio de um livro é a sua capacidade de construir de antemão, pelo menos em parte, do clima e do contexto ao qual se insere a obra.

Um livro acadêmico, por exemplo, pode ser contextualizado pelo prefácio no sentido de alinhar as expectativas do leitor com as teorias que serão desenvolvidas e com a situação sócio-histórica à qual o texto principal se insere. Um romance ficcional, em outra análise, pode necessitar de um prefácio que contextualize as condições às quais a obra foi escrita e elucide ao leitor as prerrogativas ficcionais nas quais a obra se baseia.

Provocações

Não é exagero reforçar: o prefácio de um livro não deve se valer de análise crítica em nenhum nível. Em contrapartida, é possível e recomendável que o redator do prefácio provoque o leitor a tomar determinadas posturas de cunho analítico durante a leitura da obra.

Tenha sempre em mente todos esses aspectos ao se propor a desenvolver o prefácio de um livro, seja uma obra de autoria própria ou de autoria de terceiros. E não se esqueça de compartilhar seus novos conhecimentos com seus contatos nas redes sociais!  

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