O que é o método snowflake?

Escrever um romance, um roteiro, uma série de TV, uma ideia que não sai da sua cabeça. Na medida em que você já se imagina ganhando prêmios e se tornando um escritor de sucesso, você fica paralisado em frente à página em branco, calculando o trabalhão que dá para tornar esse sonho realidade.

Ninguém disse que será fácil. Mas já pensou se existisse um jeitinho de encarar esse trabalho todo de forma orgânica, organizada e gradual, sem perder aquela vontade inicial de conquistar o mundo com seu estilo único ao contar histórias? Esse jeito existe e se chama método snowflake.

Ficou curioso para saber mais sobre o método snowflake? É só continuar aqui com a gente!

Método Snowflake? É de comer?

Nada disso! Quem criou o snowflake foi um escritor israelense chamado Randy Igermanson e a ideia é muito simples. Para Randy, escrever uma narrativa é como um floco de neve (snowflake) em formação: um grão de poeira em contato com uma gotinha congelada que vai crescendo, crescendo até formar um belo cristal. 

Sabe o que acontece com a maioria dos escritores? A ideia genial chega, você senta em frente ao computador cheio de energia e, mais cedo ou mais tarde, fica perdido, desmotivado, sem saber como fazer a transição de uma cena para a outra, ou descobrindo depois de 50 páginas que seu personagem não é nada cativante (quem nunca?).

No snowflake, pode parecer que você perde muito tempo planejando seu processo, mas a verdade é que uma viagem bem planejada pode poupar muitas dores de cabeça no trajeto (ou mais de 150 páginas e muita energia jogadas no lixo).

Gaste seu tempo construindo bases sólidas, alimentando sua criatividade e ganhe fluência e concentração na hora de escrever. Essa é a promessa do método snowflake.

Gostei! Mas como faz?

O método é dividido em 10 etapas graduais e complementares, que dão a você suporte na construção da narrativa e funcionam como um gatilho para a criatividade. Para você ter uma ideia geral, as etapas são essas aqui:

  • etapa 1 — escrever sua história em uma frase;

  • etapa 2 — expandir sua frase em um paragrafo;

  • etapa 3 — criar fichas para os seus personagens;

  • etapa 4 — expandir o parágrafo inicial em vários parágrafos;

  • etapa 5 — expandir as fichas dos personagens em sinopses mais ricas de cada um deles;

  • etapa 6 — expandir cada parágrafo em uma página;

  • etapa 7 — construir uma ficha detalhada dos personagens; 

  • etapa 8 — fazer uma planilha com os capítulo e cenas (o famoso Outline);

  • etapa 9 — desenvolver as cenas como base para um primeiro rascunho;

  • etapa 10 — escrever seu primeiro rascunho.

Veja, você começa escrevendo uma frase bem curta resumindo a sua história (que pode ajudar a vender seu romance ou roteiro no futuro) e, conforme vai caminhando num zig-zag entre enredo e personagens, chega cada vez mais perto do seu sonho.

Vamos começar?

Com esse método, você construirá sua história do zero e descobrirá que sempre é melhor feito do que perfeito. Não se engane: você voltará em cada etapa algumas vezes, produzirá melhor a estrutura da narrativa, delineará os personagens gradualmente, pensará no foco narrativo, corrigirá possíveis falhas do enredo, mas estará em plena ação. 

Quer começar agora? Aqui vai uma dica para você ir treinando: tente resumir as narrativas que você já conhece! É mais ou menos assim: “um menino de 11 anos que vive com seus tios e dorme em um quarto debaixo da escada descobre ser um bruxo e vai viver em um mundo de magia e aventura”  —e aí, reconheceu?

Que tal você começar aqui nos comentários? Resuma seu livro ou filme preferido em uma frase bem sucinta e comece a pensar seguindo o método snowflake!

Você sabe o que é revisão de literatura? Entenda aqui!

Se você sonha em se tornar um escritor com obras publicadas, é preciso conhecer alguns processos que acontecem antes dos livros chegarem, de fato, às prateleiras de livrarias. Um deles é a revisão de literatura!

Certamente você já sabe que todo material precisa ser revisado para não haver erros ortográficos, gramaticais ou de formatação. Porém, esse tipo de revisão é diferente, pois estamos falando da conferência das referências literárias usadas — direta ou indiretamente — para desenvolver o conteúdo. E, apesar do nome parecer coisa de TCC, não se engane! Ela é importante para quase todos os tipos de textos, não apenas aqueles desenvolvidos no âmbito acadêmico.

Ainda está um pouco confuso sobre o que é revisão de literatura, para que serve e como deve ser feita? Então continue a leitura e entenda mais sobre o assunto!

O que é revisão de literatura?

A revisão tem por objetivo checar a veracidade e a qualidade de todas as referências bibliográficas — sejam elas autores, livros, artigos, notícias etc. — usadas para compor o texto de uma obra de não-ficção.

Conheça agora os motivos que a tornam tão importante para o sucesso da sua publicação!

Evitar erros

Obviamente, tudo que não é conferido é passível de erro e com os livros não é diferente. Já imaginou precisar tirar às pressas seu trabalho de circulação ou ter que se retratar publicamente por um erro que poderia ser evitado com uma revisão de literatura?

Claro que se seu livro for de ficção, não há o compromisso com a verdade, mas caso ainda não tenha ficado claro: essa etapa é fundamental para todas as obras de não-ficção.

Buscar textos e autores relevantes

Além de evitar erros, essa revisão permite que você verifique a qualidade das fontes e repense as referências literárias escolhidas para embasar o livro e, se for o caso, tenha a chance de enxergar que há textos e autores mais relevantes a serem considerados.

Esqueceu de citar um autor super renomado ou descobriu uma obra que traz uma nova luz para seu tema? Esse é o momento!

Dar credibilidade ao texto

Quando não há erros e as referências são relevantes, de boa qualidade e totalmente condizentes com o contexto da história, as visões apresentadas sobre o assunto ganham uma base sólida e tornam-se mais respeitadas e, até mesmo, mais convincentes.

O conhecido ditado “contra fatos não há argumentos” é uma ótima e breve explicação do que a credibilidade pode fazer pelo seu trabalho. De nada adianta ter uma ótima escrita e um tema superinteressante se no livro não houverem boas referências para sustentá-lo. Quando se trata de não-ficção, a credibilidade do texto é um fator determinante para o sucesso.

Nada impede que você crie novas teorias, sugira um novo olhar sobre um assunto já bastante discutido ou até levante uma polêmica. Você pode fazer tudo isso desde que esteja sempre acompanhado de boas — e verdadeiras — referências. Para tanto, basta lembrar-se de o que é revisão de literatura e colocá-la em prática antes de publicar seu livro!

Quer saber mais sobre temas importantes para a carreira de escritor? Então assine nossa newsletter e receba artigos como este diretamente no seu e-mail.

Quais os elementos da narrativa são mais importantes e como estruturá-los?

Quem é aspirante a escritor e quer dar os primeiros passos no universo literário, escrevendo contos ou romances, precisa compreender os elementos da narrativa. Tratam-se de itens que devem ser levados em consideração ao contar uma história, já que possibilitam o relato dos acontecimentos e a compreensão do leitor.

Para que você entenda mais sobre o assunto e possa desenvolver um texto ainda mais rico em suas produções literárias, explicaremos a seguir os principais elementos da narrativa. Continue a leitura!

Espaço

O espaço é o nome dado ao local em que a narrativa se desenvolve. Ele pode ser tanto físico quanto psicológico, sendo que no primeiro caso, é representado o lugar onde a história se passa, como uma cidade, uma casa, um estabelecimento comercial etc.

Por sua vez, o espaço psicológico é um ambiente criado individualmente pelos personagens, nos casos em que a história é baseada em pensamentos abstratos ou narrações de sentimentos.

O espaço também é o responsável pela classificação de uma literatura em regionalista ou regional, conforme propõe o estudioso Pedro Luis Barcia no livro “Literatura de las regiones argentinas”.

De acordo com o autor, uma obra regionalista é aquela que descreve o espaço em tom laudatório, exaltando as suas características. Já a literatura regional não descreve o espaço em que a história se passa, mas está relacionado ao local de abrangência geográfica da obra.

Tempo

O tempo nada mais é do que o período em que uma história se passa. Desse modo, ele pode ser cronológico ou psicológico. No primeiro caso, os acontecimentos ocorrem de forma linear, com a história se desenvolvendo cronologicamente, conforme o passar do tempo.

No caso do tempo psicológico, são adotados recursos que envolvem o passado e o futuro dos acontecimentos ao longo das páginas. Um bom exemplo disso são os flashbacks, trechos das obras em que são explicadas situações anteriores ao tempo presente da história, de forma estratégica, para que o leitor tenha um melhor entendimento do que está acontecendo.

Personagens

Os personagens são as entidades sobre as quais a história se passa. Eles podem ser pessoas, animais, objetos, entre outros itens, de acordo com a criatividade e vontade do autor. Isso porque na literatura fantástica ou maravilhosa, seres inanimados ou sem o poder da fala também podem ter vida, convivendo e interagindo entre eles ou com as pessoas.

Quando um personagem é o centro de uma obra, ele é chamado de protagonista. Já os que não são os principais, mas têm grande destaque, recebem a nomenclatura de coadjuvantes.

Narrador

Também conhecido como foco narrativo, o narrador é a voz do texto, ou seja, quem conta a história. Ele pode ser classificado em três tipos:

  • narrador personagem: quando um personagem da trama conta a história;
  • narrador observador: quando alguém relata uma história que observou, por sua ótica;
  • narrador onisciente: é aquele em que a história é narrada em primeira ou terceira pessoa, demonstrando todo o conhecimento sobre os acontecimentos e não apenas sob uma única ótica.

Entender sobre os elementos da narrativa é indispensável para os autores, que precisam aplicá-los a seus textos, de modo que eles tenham qualidade e sejam completos para o leitor. Esperamos que você tenha conseguido aprender mais sobre o assunto e que isso possa contribuir com as suas produções literárias.

Quer continuar se informando sobre como ser um grande autor? Então, leia o nosso guia definitivo para escrever um livro de sucesso.

4 elementos que não podem faltar em um livro de crônicas

A crônica tem se configurado, ao longo do tempo, como um dos gêneros literários preferidos do leitor brasileiro. Seu formato leve e despretensioso agrada tanto a leitores vorazes quanto aos que leem esporadicamente. Por isso, quem pensa em reunir seus textos em um livro de crônicas tem boas chances de que ele agrade ao público.

Quem escreve crônicas pode se inspirar a qualquer momento, pois um fato cotidiano — por mais banal e prosaico que seja — ganha um novo olhar e reflexões mais aprofundadas aos olhos do cronista: ele é o escritor do tempo, do clique do cotidiano.

Se você gosta de escrever histórias curtas e tem vontade de publicar um livro com elas, leia este artigo e veja 4 itens essenciais para produzir um livro de crônicas. Acompanhe!

1. Gênero livre 

Inspiração: esse não é um problema para um autor de crônicas. Como os textos são curtos e leves, a inspiração aparece a qualquer momento. O gênero permite abusar da subjetividade e, por isso, um pensamento pode se transformar em um texto narrativo, descritivo ou argumentativo.

Sim, as crônicas não são um gênero rígido. Existem crônicas diferenciadas, que contam uma história, são mais focadas nos detalhes ou, ainda, visam defender um ponto de vista pelo uso de argumentos convincentes. Rubem Alves, escritor e teólogo, lançava mão da argumentação em suas crônicas, como “A máquina de fazer salsichas”.

2. Percepções do cotidiano

Como falamos acima, simples passagens do cotidiano se transformam sob o olhar do escritor. É ele quem traz leveza à dureza da vida, revela a intimidade, coloca humor nas amarguras do dia a dia e pinça doses de felicidade onde só se via sofrimento.

Portanto, independentemente do estilo da crônica, perceber as nuances do cotidiano e extrair dela um pouco de leveza, como fez Fernando Sabino em “A última crônica”, é um ato de congelar o momento exato do cotidiano e transformá-lo em lição, em aprendizado.

3. Linguagem simples e coloquial

A crônica não é lugar, a priori, de rebuscamento; pelo contrário, ela casa bem com a coloquialidade, com a prosa leve do cotidiano. Na hora de escrever seus textos para compor um livro de crônicas, leve isso em consideração para aproximar-se do leitor e dividir com ele essa conversa.

Luis Fernando Verissimo, por exemplo, é mestre em contar, em suas crônicas (“Comédias da vida privada”, entre outras coletâneas), as aflições da classe média e seus valores (in)contestáveis, fazendo uso de gírias e expressões coloquiais tanto no discurso dos personagens, quanto na interlocução com o leitor.

4. Atemporalidade

Apesar de a crônica se caracterizar pela expressão do cotidiano, a reflexão que ela pode provocar, o sentimento que é compartilhado pelo autor e mesmo a sacada humorística de uma situação, têm uma vida mais longa, pois, acima de tudo, trata-se do comportamento humano e esse não muda tão rápido assim.

Portanto, os textos não ficam velhos. Mesmo que a crônica tenha sido escrita há algum tempo, ela ainda é o retrato momentâneo de um cotidiano. Leia “Como comportar-se no bonde”, crônica de Machado de Assis publicada em 1883, e comprove.

Fique atento ao mundo, escreva e, depois de reunir seus textos, é hora de compartilhar com os leitores: você pode reuni-las em um livro de crônicas para publicação!

Entre em contato com a Autografia, uma editora especializada em realizar o sonho de novos autores, fornecendo todo o suporte para a confecção e a divulgação do livro.

Conheça 5 bons aplicativos para ler livros no tablet ou celular

Se você é apaixonado por literatura, a rotina agitada já não é mais motivo para deixar a leitura de lado. Graças à tecnologia, é possível aproveitar momentos, como aquelas horas perdidas no trânsito, o trajeto no transporte público ou a espera por uma consulta, utilizando ótimos aplicativos para ler livros no tablet ou celular.

Também conhecidos como e-readers, eles permitem que qualquer brecha ociosa durante um dia corrido seja aproveitada para pôr a leitura em dia. Além de otimizar seu tempo e deixar sua mochila mais leve, a maioria desses apps é gratuito para download, ou seja, basta baixar para começar a ler.

Ficou curioso para conhecer quais são? Então, acompanhe este post e confira 5 aplicativos para ler livros!

1. Amazon Kindle

Provavelmente, você já ouviu falar do Kindle, e não foi à toa. Ele é o app de leitura mais baixado no mundo e funciona como uma biblioteca online, com milhões de títulos — muitos gratuitos —, pois pertence à gigante do e-commerce Amazon e está conectado a todos os livros comercializados por ela.

Com funcionalidades que são uma mão na roda, como salvar automaticamente a página que você parou de ler, dicionário em um toque e muitas opções de personalização, o Kindle fez tanto sucesso que ganhou seu próprio dispositivo. Na aparência, ele se assemelha a um pequeno tablet, mas na tela imita as características de um livro físico para proporcionar a melhor experiência de leitura.

2. Kobo Reader

A grande variedade de escritores, o download gratuito e, para aqueles que gostam de uma boa narração, a possibilidade de ouvir audiobooks, fazem do Kobo Reader uma ótima opção de aplicativo para ler livros. Disponível tanto para Android quanto para iOS, ele faz, até mesmo, recomendações baseadas em suas últimas leituras. Um prato cheio para quem está sempre buscando inspiração.

3. Aldiko Book Reader

Com mais de 20 milhões de usuários em mais de 20 países, o Aldiko Book Reader também figura entre os apps mais baixados na loja online Google Play. A ferramenta possui uma versão gratuita e outra paga, mas, em ambas, é possível aproveitar o enorme catálogo de livros digitais em diversos idiomas. Vale ressaltar que está disponível apenas para Android.

4. Google Play Livros

Se você possui um celular ou tablet com sistema Android, deve ter reparado que o dispositivo já veio com diversas funcionalidades instaladas. Então, entre elas está o aplicativo de leitura do Google, o Google Play Livros. Com ele, você pode ler os ebooks e audiobooks comprados na loja Google Play, além de compartilhar anotações sobre a obra com um grupo de pessoas por meio do Drive.

5. iBook

Assim como o Google Play Livros é o app da Google para Android, o iBook é o app da Apple para o sistema iOS e também já vem instalado em iPhones, iPads, iPods Touch e computadores Mac. Basta aproveitar as obras gratuitas ou comprar suas preferidas e encher sua biblioteca online.

Viu como boas opções de aplicativos para ler livros não faltam? Então, é hora de escolher qual o melhor para você e ficar com a leitura sempre em dia!

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Páginas do livro: quantas o meu deve ter?

Alguns escritores só começam a se preocupar com certos detalhes depois que seu conteúdo está pronto para publicação. O número de páginas do livro, por exemplo, é um fator que passa despercebido no momento da escrita.

Só que, na hora da diagramação, podem surgir algumas questões, como a necessidade de publicar a obra em mais de um volume (devido a sua grande extensão), ou mesmo de classificá-la em um gênero literário diferente do originalmente pensado.

Você não sabe a quantidade ideal de páginas que seu livro deve ter? Nossa proposta de hoje é mostrar alguns parâmetros de tamanho a serem considerados durante a produção do seu texto. Confira!

É melhor medir em palavras ou em páginas?

Sabemos que o resultado final da escrita (o livro) se materializa em páginas. Talvez seja por isso que as pessoas se apegam a essa medida. Mas, enquanto redige o conteúdo, é melhor que você pense no tamanho da obra em palavras.

Acontece que no editor de textos que você usa para escrever, geralmente, o tamanho da página é A4. Nela, há determinada configuração de margem e espaçamento entre linhas, e você escolhe uma fonte padrão de um certo tamanho (as mais comuns são Arial 10 ou Times 12).

Porém, tudo isso pode mudar quando o livro passa pelo processo de diagramação (principalmente o tamanho da página, já que livros literários não costumam ser publicados em A4, mas em dimensões menores).

Assim, se no Word, por exemplo, seu texto tem 100 páginas, ele terá muito mais quando diagramado. Já se você pensa no tamanho do conteúdo em palavras, a quantidade se mantém igual, não importa a configuração que seu livro venha a ter.

O que influencia no número de páginas do livro?

Como dito acima, o número de páginas vai depender de alguns fatores, dentre eles, o tamanho da página. Algumas dimensões usadas em publicações no Brasil são:

  • livros de ficção/não ficção — ​tamanho A5 (16 cm x 23 cm / 14,5 cm x 20,5 cm / 17 cm x 25 cm);
  • livros didáticos — tamanho A4 (20 cm x 28 cm);
  • livros fotográficos — tamanho A3 (29 cm x 41 cm).

Ouro fator que influencia diretamente a paginação de um livro é o projeto gráfico. Elementos como a sangria (quanto de margem será deixado), o tipo e tamanho da fonte, ou a presença de imagens aumentam ou diminuem o número de páginas.

Fora isso, é importante considerar que seu livro pode conter elementos pré e pós-textuais, como prefácio, sumário ou índice. Portanto, para o total de páginas você deve contar não apenas o conteúdo que escreveu, mas também as páginas que serão ocupadas por elementos como esses.

Qual a média de palavras por gênero literário?

Para você ter um parâmetro válido para medir seu livro, apresentamos alguns números que são comuns no mercado editorial brasileiro. A média é em palavras e de acordo com cada gênero literário:

  • romances — 40 mil a 150 mil palavras;
  • contos — até 7500 palavras;
  • novelas — 18 mil a 40 mil palavras;
  • livros infantojuvenis — 25 mil a 75 mil palavras;
  • livros infantis — de 250 a 1000 palavras;
  • livros de não ficção — 25 mil a 150 mil palavras.

Outra maneira de avaliar se o tamanho do seu livro está aceitável é verificar editais de concursos literários e confirmar o mínimo de palavras (ou de caracteres) exigido para cada gênero. O Prêmio Sesc de Literatura, por exemplo, dedicado a narrativas, exige de 120 mil a 400 mil caracteres (com espaços) para contos, e de 180 mil a 600 mil caracteres (com espaços) para romances.

Quer um número ainda mais objetivo? Então saiba que 64.500 palavras é a média geral que a Amazon identificou entre todos os livros de seu catálogo. Uma obra de sucesso que tem esse tamanho é Admirável Mundo Novo (na versão original em inglês).

Esperamos que agora fique mais fácil para você definir o quanto deve escrever. Com o conteúdo pronto e diagramado, você sabe com mais precisão o número de páginas do livro e pode decidir se vale a pena escrever mais ou cortar alguma parte.

Quer ler mais sobre publicação de livros? Assine nossa newsletter para receber as novidades por e-mail!

O guia definitivo para escrever um livro de sucesso

Faça com que seu livro dê certo por meio deste guia! Escrever um livro de sucesso é uma grande realização para um autor, afinal, se a obra tem êxito, significa que o tempo dedicado a escrevê-la foi bem aproveitado e que o conteúdo foi útil para o leitor. Justamente para que sua produção literária faça sucesso que decidimos criar este novo ebook, um guia definitivo para escrever um livro de sucesso! Veja os assuntos que serão abordados:

  • como melhorar a sua escrita;
  • formas de organizar seus pensamentos antes de partir para a escrita;
  • as melhores ferramentas para escrever;
  • os elementos que não podem faltar no seu livro!

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O que é book trailer e como utilizá-lo na divulgação de livros?

Quem nunca assistiu a um trailer no cinema, ou mesmo navegando na internet, e ficou com vontade de assistir ao filme? Certamente isso já aconteceu com você! Pois saiba que essa estratégia de divulgação também pode ser adaptada para o mundo da literatura usando o book trailer. 

Se isso lhe soa estranho ou como uma novidade, você está no lugar certo! Neste texto, explicaremos o que é, quais os formatos possíveis e como ele pode fazer a diferença ao divulgar seu livro. Vamos lá!

O que é book trailer?

A analogia ao trailer de cinema feita no início do texto não foi à toa. O recurso é, de fato, um trailer para o livro: um vídeo curto — aproximadamente 2 minutos —, feito com trilha sonora, roteiro previamente elaborado e forte apelo visual.

Ele funciona como uma apresentação da sua obra em formato audiovisual e sua finalidade é despertar a curiosidade do espectador de forma dinâmica e atrativa para, assim, aumentar as chances de transformá-lo em um leitor.

Tecnicamente falando, ele é muito parecido com os trailers de filmes, mas sempre adaptado ao estilo do autor e ao orçamento disponível para desenvolvê-lo. Por isso, não se engane: também é possível produzir um vídeo gastando pouco, já que existem diversos formatos a serem explorados.

Quais os formatos mais utilizados?

Entre os tipos mais comuns de book trailer estão:

  • animação — como se fosse um desenho animado; 
  • fotos com narração;
  • imagens com frases do livro — estilo apresentação de PowerPoint; 
  • e os similares aos de filmes, com atores interpretando os personagens e dando vida à um pedaço da obra.

É importante ressaltar que você não precisa se limitar a essas categorias. Afinal, formas criativas de produzir seu vídeo podem chamar ainda mais atenção do público! Mas, obviamente, o formato dependerá de quanto tempo e dinheiro você pode investir e se vai contar com algum parceiro especializado.

Independentemente da escolha, a primeira coisa a ser feita é elaborar um bom roteiro para transmitir a mensagem de forma clara, interessante e que cative as pessoas. A qualidade do vídeo também conta muito. Usar bons equipamentos e programas é de extrema importância para ter um resultado final, no mínimo, satisfatório.

Como usar para divulgar o livro?

Além de produzir, também é necessário saber como divulgar o book trailer. Afinal, se ele não chegar até o público, não vai adiantar nada, certo? Por isso, valorize seu trabalho e aproveite as diversas plataformas — como YouTube e Vevo — para divulgá-lo.

Porém, lembre-se de que atualmente há uma enxurrada de vídeos disputando o clique das pessoas. Então, você precisa ir além para conseguir visualizações! A dica é apostar todas as fichas: divulgue nas suas redes sociais, no seu blog e de parceiros. Vale até pedir para amigos e familiares compartilharem e recomendarem aos contatos deles.

Seguindo as nossas dicas, com certeza seu book trailer terá tudo para ser uma ótima estratégia de divulgação, aumentar o alcance da sua obra e conquistar novos leitores de um jeito interessante e todo especial!

Gostou de conhecer essa alternativa para divulgar seu trabalho como autor? Então continue por dentro das novidades do mundo literário assinando a nossa newsletter!

Se você tem interesse em produzir um booktrailer com a Autografia, clique aqui e adquira o seu.

Em busca de inspiração para escrever? Confira 3 dicas essenciais!

Nem sempre é uma tarefa fácil encontrar inspiração para escrever. Olhar para a tela do computador ou para a folha de papel em branco — sim, ainda há quem use! — e não surgirem palavras para transmitir a ideia do que se tem em mente é uma situação nada agradável e que pode, até mesmo, tornar-se uma experiência traumatizante.

Se esse é o seu caso, saiba que há formas de prevenir essa dificuldade na hora de escrever um texto. Leia nosso post e conheça 3 formas para melhorar a sua capacidade de produção textual e evitar bloqueios criativos. Confira!

Como buscar inspiração para escrever?

Iniciar a escrita de um texto, seja um artigo, seja uma crônica, seja um romance, seja até um poema, requer talento, concentração e inspiração. Mesmo que seu talento esteja em fase de desenvolvimento ou que você ainda esteja começando a se aventurar na produção de textos, existem diversas maneiras de conseguir manter a inspiração e a veia criativa e garantir que elas se mantenham ao longo do processo.

1. Busque referências

Uma maneira de manter-se inspirado é consumindo material cultural. Assista a séries e a filmes, leia livros e blogs. Expanda seus horizontes e não fique atrelado a apenas um gênero. Dessa forma, sua mente se mantém ativa e, a qualquer momento, quando você começar a reparar em detalhes, pode surgir o famoso “clique”.

Essa também é uma forma de aumentar seu repertório, pois você conseguirá ter amplo conhecimento de personagens, épocas, fatos e todo o contexto sociocultural presente em uma obra, seja ela impressa, seja ela audiovisual. Afinal, não há como escrever sobre aquilo que não se conhece, não é mesmo?

2. Saia da rotina

O escritor, mesmo que não seja uma pessoa extrovertida, necessariamente é atento e observador. Para aumentar a possibilidade de ver e vivenciar diversas realidades, experimente sair da rotina. Vai ao mesmo restaurante todos os dias? Tente atravessar a rua e observar a realidade sob outra perspectiva. Pode aparecer ali a inspiração para um novo personagem!

Não é necessário viajar para outro país ou frequentar lugares exóticos. O simples fato de olhar a realidade de um ângulo diferente já nos enriquece. Exemplos disso são os autores de Alice no país das maravilhas e de Peter Pan, que perceberam, em atividades corriqueiras, a oportunidade de deixar extravasar a criatividade.

3. Crie um banco de ideias

Nunca se sabe quando vai surgir uma inspiração para escrever. Por isso, tenha sempre à mão um caderninho de anotações para registro. A ideia de um roteiro, o tema para uma poesia, entre outros, podem aparecer quando você estiver no trânsito ou em uma consulta médica, por exemplo. Então, assim que possível, anote brevemente o que não deixará essa inspiração escapar.

Se preferir, use alguns recursos de smartphones, como gravador de voz, ou aplicativos, como Evernote ou AIVoice. O resultado é o mesmo! Assim, na hora de se sentar para escrever, basta consultar o banco de ideias!

É quase impossível um escritor nunca ter vivenciado um episódio de writer’s block, ou seja, um bloqueio. Essas dicas devem ajudar a evitar o problema e proporcionar mais inspiração para escrever.

Se quiser receber mais informações e orientações como estas, assine nossa newsletter e receba conteúdos interessantes sobre a escrita. Não perca!

Dissertação de mestrado: o que fazer para transformá-la em um livro?

 

Concluir o mestrado é um grande passo para sua carreira profissional e representa mais um objetivo alcançado na sua jornada de projeção acadêmica. Mas esse passo pode ser maior ainda se a sua dissertação de mestrado virar uma publicação impressa!

Os trabalhos produzidos ao longo das pesquisas acadêmicas podem atingir um número muito maior de pessoas com a publicação de seus resultados. Além de ser interessante para a carreira do autor, essa divulgação é extremamente importante para aproximar a sociedade dos estudos produzidos na academia e disseminar o conhecimento adquirido. Se você está concluindo sua dissertação ou já a concluiu, veja o que fazer para transformá-la em um livro e tornar-se muito mais conhecido no mercado e no meio acadêmico!

Faça uma carta de apresentação

O primeiro passo para o sucesso de sua publicação é escolher cuidadosamente a editora que fará o trabalho. Uma editora renomada, que ofereça o suporte necessário ao longo de todo o processo, certamente ajudará na promoção de seu livro, participando ativamente de sua edição, impressão e divulgação.

Para entrar em contato com essa editora, você precisará de uma carta de apresentação. É por meio dela que os editores conhecerão o seu material e decidirão sobre a publicação. Divida sua carta de apresentação em quatro partes, que devem ter a seguinte estrutura:

  • Uma breve introdução do livro, apresentando o seu interesse em publicá-lo. Fale também sobre seus motivos de ter escolhido aquela editora para o envio de seu material;
  • A sinopse, ou descrição de seu livro. Fale de sua relevância dentro do cenário acadêmico e como ele pode influenciar os estudos de outras pessoas;
  • Os dados do autor também são importantes, portanto, descreva em poucas palavras quem é você e seu painel profissional;
  • Por fim, ofereça o manuscrito completo para análise, caso haja interesse da editora, e não se esqueça de agradecer pela atenção.

Subscreva um contrato

Se a editora gostar da sua carta de apresentação e pedir mais informações sobre seu trabalho ou solicitar o manuscrito, as chances de ter sua dissertação de mestrado publicada aumentam consideravelmente. Mas, para firmar a parceria com a editora, é preciso assinar um contrato.

É importante conversar pessoalmente com o representante da editora e tirar todas as dúvidas sobre as cláusulas do contrato antes de assiná-lo. Leia tudo com atenção. Se preferir, busque auxílio jurídico profissional para leitura e conferência de todos os dados.

Revise o seu trabalho com um editor

Antes de sua dissertação de mestrado ser publicada, é imperativo que se faça a revisão do material junto a um editor ou revisor profissional. Apesar de você ter feito todo o estudo e escrito toda a obra, alguns ajustes são sempre necessários para que seu livro fique ainda melhor, de acordo com parâmetros de gramática, coesão e coerência.

Sem falar que é necessário certificar-se de que a formatação está correta antes da publicação. Nessa etapa, será conferido todo o texto, como erros de digitação, de português, de concordância, entre outros. Tudo precisa estar perfeito, então escolha uma equipe que capriche na revisão e diagramação!

Promova o seu livro

Com o livro publicado, você está pronto para o lançamento! Mas, antes do grande dia, faça a promoção do seu trabalho, levando em consideração o caráter acadêmico de sua obra. Então, foque nesse público, promovendo o livro em universidades, bibliotecas e instituições de ensino e cultura. E, após o lançamento, não deixe de promovê-lo!

Uma forma de dar impulso ao seu livro é buscar parcerias com sites especializados, outros profissionais relacionados à área de estudo de sua tese e até mesmo em universidades e faculdades. O bom uso de redes sociais, como o Facebook, além do contato com comunidades literárias e sites dedicados, também pode auxiliar na divulgação.

Você já tem um trabalho acadêmico e gostaria de transformá-lo em um livro? Então conheça a Autografia e veja como nós podemos ajudá-lo nessa tão nobre tarefa!