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Em busca de inspiração para escrever? Confira 3 dicas essenciais!

Nem sempre é uma tarefa fácil encontrar inspiração para escrever. Olhar para a tela do computador ou para a folha de papel em branco — sim, ainda há quem use! — e não surgirem palavras para transmitir a ideia do que se tem em mente é uma situação nada agradável e que pode, até mesmo, tornar-se uma experiência traumatizante.

Se esse é o seu caso, saiba que há formas de prevenir essa dificuldade na hora de escrever um texto. Leia nosso post e conheça 3 formas para melhorar a sua capacidade de produção textual e evitar bloqueios criativos. Confira!

Como buscar inspiração para escrever?

Iniciar a escrita de um texto, seja um artigo, seja uma crônica, seja um romance, seja até um poema, requer talento, concentração e inspiração. Mesmo que seu talento esteja em fase de desenvolvimento ou que você ainda esteja começando a se aventurar na produção de textos, existem diversas maneiras de conseguir manter a inspiração e a veia criativa e garantir que elas se mantenham ao longo do processo.

1. Busque referências

Uma maneira de manter-se inspirado é consumindo material cultural. Assista a séries e a filmes, leia livros e blogs. Expanda seus horizontes e não fique atrelado a apenas um gênero. Dessa forma, sua mente se mantém ativa e, a qualquer momento, quando você começar a reparar em detalhes, pode surgir o famoso “clique”.

Essa também é uma forma de aumentar seu repertório, pois você conseguirá ter amplo conhecimento de personagens, épocas, fatos e todo o contexto sociocultural presente em uma obra, seja ela impressa, seja ela audiovisual. Afinal, não há como escrever sobre aquilo que não se conhece, não é mesmo?

2. Saia da rotina

O escritor, mesmo que não seja uma pessoa extrovertida, necessariamente é atento e observador. Para aumentar a possibilidade de ver e vivenciar diversas realidades, experimente sair da rotina. Vai ao mesmo restaurante todos os dias? Tente atravessar a rua e observar a realidade sob outra perspectiva. Pode aparecer ali a inspiração para um novo personagem!

Não é necessário viajar para outro país ou frequentar lugares exóticos. O simples fato de olhar a realidade de um ângulo diferente já nos enriquece. Exemplos disso são os autores de Alice no país das maravilhas e de Peter Pan, que perceberam, em atividades corriqueiras, a oportunidade de deixar extravasar a criatividade.

3. Crie um banco de ideias

Nunca se sabe quando vai surgir uma inspiração para escrever. Por isso, tenha sempre à mão um caderninho de anotações para registro. A ideia de um roteiro, o tema para uma poesia, entre outros, podem aparecer quando você estiver no trânsito ou em uma consulta médica, por exemplo. Então, assim que possível, anote brevemente o que não deixará essa inspiração escapar.

Se preferir, use alguns recursos de smartphones, como gravador de voz, ou aplicativos, como Evernote ou AIVoice. O resultado é o mesmo! Assim, na hora de se sentar para escrever, basta consultar o banco de ideias!

É quase impossível um escritor nunca ter vivenciado um episódio de writer’s block, ou seja, um bloqueio. Essas dicas devem ajudar a evitar o problema e proporcionar mais inspiração para escrever.

Se quiser receber mais informações e orientações como estas, assine nossa newsletter e receba conteúdos interessantes sobre a escrita. Não perca!

Dissertação de mestrado: o que fazer para transformá-la em um livro?

 

Concluir o mestrado é um grande passo para sua carreira profissional e representa mais um objetivo alcançado na sua jornada de projeção acadêmica. Mas esse passo pode ser maior ainda se a sua dissertação de mestrado virar uma publicação impressa!

Os trabalhos produzidos ao longo das pesquisas acadêmicas podem atingir um número muito maior de pessoas com a publicação de seus resultados. Além de ser interessante para a carreira do autor, essa divulgação é extremamente importante para aproximar a sociedade dos estudos produzidos na academia e disseminar o conhecimento adquirido. Se você está concluindo sua dissertação ou já a concluiu, veja o que fazer para transformá-la em um livro e tornar-se muito mais conhecido no mercado e no meio acadêmico!

Faça uma carta de apresentação

O primeiro passo para o sucesso de sua publicação é escolher cuidadosamente a editora que fará o trabalho. Uma editora renomada, que ofereça o suporte necessário ao longo de todo o processo, certamente ajudará na promoção de seu livro, participando ativamente de sua edição, impressão e divulgação.

Para entrar em contato com essa editora, você precisará de uma carta de apresentação. É por meio dela que os editores conhecerão o seu material e decidirão sobre a publicação. Divida sua carta de apresentação em quatro partes, que devem ter a seguinte estrutura:

  • Uma breve introdução do livro, apresentando o seu interesse em publicá-lo. Fale também sobre seus motivos de ter escolhido aquela editora para o envio de seu material;
  • A sinopse, ou descrição de seu livro. Fale de sua relevância dentro do cenário acadêmico e como ele pode influenciar os estudos de outras pessoas;
  • Os dados do autor também são importantes, portanto, descreva em poucas palavras quem é você e seu painel profissional;
  • Por fim, ofereça o manuscrito completo para análise, caso haja interesse da editora, e não se esqueça de agradecer pela atenção.

Subscreva um contrato

Se a editora gostar da sua carta de apresentação e pedir mais informações sobre seu trabalho ou solicitar o manuscrito, as chances de ter sua dissertação de mestrado publicada aumentam consideravelmente. Mas, para firmar a parceria com a editora, é preciso assinar um contrato.

É importante conversar pessoalmente com o representante da editora e tirar todas as dúvidas sobre as cláusulas do contrato antes de assiná-lo. Leia tudo com atenção. Se preferir, busque auxílio jurídico profissional para leitura e conferência de todos os dados.

Revise o seu trabalho com um editor

Antes de sua dissertação de mestrado ser publicada, é imperativo que se faça a revisão do material junto a um editor ou revisor profissional. Apesar de você ter feito todo o estudo e escrito toda a obra, alguns ajustes são sempre necessários para que seu livro fique ainda melhor, de acordo com parâmetros de gramática, coesão e coerência.

Sem falar que é necessário certificar-se de que a formatação está correta antes da publicação. Nessa etapa, será conferido todo o texto, como erros de digitação, de português, de concordância, entre outros. Tudo precisa estar perfeito, então escolha uma equipe que capriche na revisão e diagramação!

Promova o seu livro

Com o livro publicado, você está pronto para o lançamento! Mas, antes do grande dia, faça a promoção do seu trabalho, levando em consideração o caráter acadêmico de sua obra. Então, foque nesse público, promovendo o livro em universidades, bibliotecas e instituições de ensino e cultura. E, após o lançamento, não deixe de promovê-lo!

Uma forma de dar impulso ao seu livro é buscar parcerias com sites especializados, outros profissionais relacionados à área de estudo de sua tese e até mesmo em universidades e faculdades. O bom uso de redes sociais, como o Facebook, além do contato com comunidades literárias e sites dedicados, também pode auxiliar na divulgação.

Você já tem um trabalho acadêmico e gostaria de transformá-lo em um livro? Então conheça a Autografia e veja como nós podemos ajudá-lo nessa tão nobre tarefa!

 

Como divulgar um livro acadêmico?

Depois de tanto trabalho e dedicação, o desejo de muitos estudantes e profissionais da área acadêmica é ver publicada sua dissertação, tese ou compilação de artigos. Há diversas formas de se publicar um livro, seja por meio de grandes editoras, seja por autopublicação ou editoras independentes, uma opção cada vez mais procurada por esse público.

No entanto, após ter a obra em mãos, o próximo passo a ser colocado em prática é a divulgação. Atualmente, há muitas formas de se divulgar um livro acadêmico, e não é necessário grande investimento para que isso aconteça.

Neste artigo, vamos apresentar um passo a passo de como se divulgar um livro acadêmico. Estas dicas, inclusive, podem solucionar as dúvidas de vários escritores, principalmente os amadores, que ainda não sabem qual é a próxima etapa após a publicação de uma obra. Acompanhe!

Planeje-se com antecedência

Tudo na vida começa com planejamento — e isso não é diferente quando o assunto é a divulgação de um livro. Em primeiro lugar, com um mês de antecedência do lançamento, elenque quais serão as ações de marketing e como será feita a divulgação. Depois, faça uma lista com todos os gastos que você terá na produção e na veiculação de todos os materiais de propaganda necessários.

Prepare um material de divulgação

O material de divulgação é essencial para que o público descubra, por meio dos veículos de comunicação, quando ocorrerá o lançamento do seu livro. Para isso, escreva um release, que é um texto jornalístico enviado para a imprensa. Nele, é preciso informar dados sobre a obra, o autor e, claro, o lançamento.

Juntamente com o release, crie um convite virtual do lançamento, com a capa da obra, e envie por e-mail para sites relacionados e sua lista de contatos. É recomendável que os arquivos de imagem estejam salvos em formato JPG ou PNG, em média resolução.

Busque o apoio da mídia

Recorrer a jornais, revistas e emissoras, tanto de rádio quanto de televisão, pode ser uma ótima forma de divulgar o lançamento de um livro. Procure no Google quais são os veículos de comunicação mais atuantes da região onde você mora e crie um mailing, isto é, uma lista de contatos com e-mails e telefones.

No caso do livro acadêmico, também é interessante buscar as emissoras de TV mantidas pelas universidades e instituições educativas. Geralmente, esses canais dedicam boa parte de sua programação à divulgação de atividades educacionais, o que pode ser a alternativa ideal para divulgar a sua obra.

Chame os amigos para escrever resenhas

Você tem amigos que escrevem bem? Então, peça a três ou quatro deles para produzirem resenhas sobre a sua obra. É essencial que escrevam com qualidade, coerência e criatividade. Textos concisos, claros, interessantes, objetivos e sem erros gramaticais são grandes aliados da divulgação do seu livro!

Envie as resenhas para sites voltados para a literatura e a cultura. Há vários na internet, porém é preciso ficar atento à qualidade, pois um texto bem escrito perde o seu valor quando é publicado em páginas com leiaute desorganizado, cheio de erros gramaticais e com poucos leitores. Portanto, procure aqueles que têm boa apresentação, credibilidade e postura profissional.

Quando entrar em contato com esses sites, sugira uma parceria. Muitos sites e blogs que tratam de literatura estão abertos a firmar parcerias com os autores. Você pode, por exemplo, disponibilizar exemplares da sua obra para serem sorteados entre os leitores da página.

Utilize as redes sociais

Também é possível divulgar um livro acadêmico por meio das redes sociais. Publique fotos do lançamento, assim como a capa do livro, excertos da obra, convite de eventos e palestras de divulgação, e os links onde seus releases e resenhas forem publicados. O Facebook, principalmente, é uma interessante plataforma de divulgação.

Por meio do Facebook, você poderá criar uma fanpage exclusiva para o livro, na qual poderá fazer publicações sobre a obra, bem como sobre o evento de lançamento. Além disso, essa rede social permite que sejam feitas publicações pagas. Assim, você pode impulsionar os seus posts para que eles atinjam uma quantidade maior de pessoas.

Já no Twitter, publique frases que mais se destacam na sua obra. Você pode criar uma conta pessoal ou destinada ao seu livro. No entanto, não faça propaganda a todo instante! Aposte em um tom mais sutil. Escrever em sites voltados para a literatura e a cultura também ajuda muito na divulgação. Os textos, inclusive, podem ser compartilhados nas redes sociais.

O LinkedIn, por sua vez, é uma rede social voltada para fins profissionais. Nele é bem provável que você encontre colegas do meio acadêmico e alunos de cursos de graduação da área em que atua que poderiam ter interesse no material. Você pode fazer resumos de capítulos da sua obra e publicar na seção de artigos que esse meio disponibiliza.

Faça um evento de lançamento

O lançamento do seu livro pode ocorrer em livraria, restaurante, biblioteca, escola, universidade, entre outros. Basta entrar em contato com o local do seu interesse para saber se há agenda disponível para o grande dia. E não se preocupe — o lançamento do seu livro não exige um grande coquetel! O foco principal é a divulgação do livro. Então, antes de partir para os autógrafos, que tal programar uma palestra sobre o tema?

Realize parcerias com influenciadores para que divulguem a obra

Hoje em dia, existem muitos influenciadores digitais, até mesmo quando falamos em livro acadêmico. Principalmente entre os leitores mais jovens, você encontrará pessoas que seguem essas personalidades das redes sociais.

Portanto, descobrir quem são os influenciadores digitais que o seu público acompanha pode ser uma ideia interessante para que a sua obra seja divulgada. Assim, eles poderão fazer vídeos e publicações falando sobre o seu vídeo.

Participe de feiras do livro

Entre em contato com as secretarias de cultura das cidades próximas da sua e solicite a data das feiras do livro municipais. Participar desses eventos pode ser uma boa estratégia para você, que busca entender como divulgar um livro acadêmico.

As feiras dos livros também podem acontecer em universidades que fazem eventos próprios. Informe-se também sobre essas datas e como participar desses eventos. Assim, será possível mostrar a sua obra para pessoas que realmente podem ter interesse nos temas que você aborda.

Tenha uma landing page

Uma landing page nada mais é do que um site de uma página só. Esse instrumento pode ser utilizado para reunir uma série de informações sobre o seu livro. A ideia é que as pessoas possam localizar a página em buscas no Google e que você também possa promovê-la nas redes sociais.

A página pode conter uma breve biografia, como sua trajetória no meio acadêmico, e informações que podem ser úteis para o leitor. Além disso, podem ser incluídos resumos da obra, vídeos com você explicando brevemente o que é desenvolvido e que assuntos são tratados em cada capítulo da obra etc.

Conte com o suporte de uma empresa especializada

Divulgar um livro acadêmico pode parecer uma tarefa complicada, mas você não está sozinho. Optar por uma editora que ofereça suporte profissional em todo o processo, desde a edição até a divulgação, pode garantir o sucesso da sua publicação. Por isso, antes de contratar uma editora, não deixe de verificar que tipo de apoio ela oferece a seus clientes antes e depois da impressão da obra.

Com uma empresa especializada e que pode oferecer um suporte no momento de divulgar um livro acadêmico, ficará mais fácil fazer com que a sua obra seja um grande sucesso. Assim, além do retorno financeiro, você também terá a satisfação de saber que contribuiu com a formação de muitas pessoas.

Tão importante quanto a publicação é saber como divulgar um livro acadêmico! Aqui, na Autografia, oferecemos aos nossos autores a chance de um lançamento e também o serviço de assessoria de imprensa, caso queiram que toda essa divulgação da obra seja feita por nós.

Deseja conhecer as formas de publicar um livro? A Autografia tem informações para você. Entre em contato conosco e confira agora mesmo!

Utilizando referência bibliográfica da maneira correta em sua escrita

A padronização da referência bibliográfica na produção de textos, apesar de ser fundamental, costuma causar preocupação e dor de cabeça em muitos autores. Não é à toa, afinal, existem formas corretas de formatar cada tipo de referência, como livro, artigo, site de internet, periódicos etc.

Além disso, há diversas normas disponíveis, sendo a mais comum aquela regida pela ABNT — Associação Brasileira de Normas Técnicas. Quer saber quais são as principais e aprender a utilizar corretamente as referências bibliográficas nos seus trabalhos? Então prossiga a leitura!

Normalização de referência bibliográfica

O uso de referência bibliográfica em uma produção escrita, seja em trabalhos acadêmicos, seja em obras publicadas por editoras, é de extrema importância por dois motivos principais: primeiro, porque fundamenta sua pesquisa, isto é, mostra as fontes que foram consultadas e aquelas em que você se baseou para escrever seu texto. No meio acadêmico, a presença de citações e de fontes é fundamental, pois, sem elas, o texto adquire caráter ficcional, ou seja, não é considerado científico.

Em segundo lugar, porque apresenta ao leitor uma relação de obras afins que ele poderá procurar posteriormente, de forma a complementar sua leitura e se aprofundar no assunto em questão.

Há, como já dito acima, diversas normas disponíveis para formatação de textos escritos. Quando se trata de referência bibliográfica, as distinções entre as normas são ainda mais evidentes. Confira algumas:

ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

A ABNT é o órgão oficial responsável por desenvolver normas técnicas em absolutamente todas as áreas profissionais praticadas no Brasil. As normas referentes à padronização para apresentação de textos acadêmicos compõem apenas uma parte delas.

APA (American Psychological Association)

Apesar de ser elaborada pela associação de Psicologia dos EUA, essa norma é utilizada por diversas áreas científicas, particularmente na padronização de artigos publicados em periódicos.

Vancouver

Foi elaborada pelo Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas e é amplamente usada em trabalhos e publicações nas áreas médicas e biomédicas.

Chicago

Essa norma foi baseada no manual de estilo de redação da Universidade de Chicago, nos EUA, e é amplamente utilizada para diversos tipos de publicações. Porém, é pouco conhecida no Brasil.

MLA (Modern Language Association)

Também baseada em manual de estilo de escrita, a norma da MLA não é muito difundida no Brasil, mas é bastante usada no exterior. Portanto, conhecê-la pode ser útil para quem escreve em outras línguas e pretende publicar em outros países.

Tipos de publicações que precisam de referências bibliográficas

Se a sua preferência é pela escrita de textos ficcionais, como contos, crônicas, romances ou poesias, você pode até fazer uma pesquisa histórico-cultural para ambientar personagens em uma determinada época e conhecer seu estilo de falar e de vestir, por exemplo.

Sendo assim, dificilmente vai precisar fazer uma referência bibliográfica nos padrões exigidos pela academia. Existem, entretanto, muitos tipos de livros que precisam ter essa relação de obras citadas e consultadas. Veja quais são eles:

Trabalhos acadêmicos

Podem ser teses e dissertações ou mesmo uma coletânea de artigos com temas afins. Tem se tornado frequente a publicação de trabalhos acadêmicos por meio de editoras. Nesse tipo de obra, é obrigatório o uso de referências, visto que se trata de trabalhos de pesquisa com fundamentação teórica.

Livros de não ficção

Podem ser biografias, tratados históricos, políticos, temas relacionados à psicologia, autoajuda etc. Ao contrário do trabalho acadêmico, esse tipo de livro não tem característica monográfica e acadêmica, mas, geralmente, é resultado de um trabalho de pesquisa e, por isso, exige-se que sejam utilizadas as referências bibliográficas consultadas e citadas.

Livros técnicos

Esse tipo de obra normalmente funciona como um manual ou guia técnico sobre determinado assunto. Uma de suas características é ser didático e sequencial, diferentemente de um trabalho acadêmico, que elege um tema e se aprofunda nele.

Livros didáticos

Podem ser desde livros adotados na educação básica até aqueles usados pelos estudantes no ensino superior. Sua intenção é apresentar o conteúdo de determinado grau de estudo ou curso, o qual deve complementar os ensinamentos de um professor qualificado.

Obras de consulta

Como o nome diz, são livros usados para que sejam feitas consultas, e não necessariamente para serem lidos em sequência. Podem ser dicionários, gramáticas, guias, entre outros. Nesses casos, informar as fontes de consulta é muito importante para assegurar a credibilidade da publicação.

Principais tipos de referências bibliográficas

Seguindo a ABNT, o conjunto de regras mais comum no nosso país, veremos alguns exemplos de como fazer a referência da obra que foi consultada. A princípio, pode parecer até difícil, mas com a prática você perceberá que há uma lógica nesse processo — pelo menos para as referências mais comuns, como livros, capítulos de livro, artigos acadêmicos, entre outras. Vamos lá?

Livro na íntegra

Siga o endereço abaixo, atentando-se para o uso de marcações, como letras maiúsculas e minúsculas, uso de negrito ou itálico, pontuação e espaçamento. Veja como é simples:

  • SOBRENOME, Nome do autor. Título da obra: subtítulo (se houver). Cidade: editora, ano de lançamento.

Se a edição citada não for a primeira, o número pode ser indicado depois do título, seguido do termo “ed.”. Caso haja mais de um autor, os nomes são separados por ponto e vírgula. Seguem exemplos:

  • BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 55. ed. São Paulo: Loyola, 2013.

  • MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Anna Christina (Orgs.). Introdução à linguística: domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2001.

Capítulo de livro

Nesse caso, basta inserir no início da referência o nome do autor e do capítulo citado, seguido da expressão latina “In”, que indica que aquele capítulo se encontra no livro citado a seguir. No final, indique ainda o número das páginas do capítulo citado, como em:

  • JOVCHELOVITCH, Sandra. Vivendo a vida com os outros: intersubjetividade, espaço público e representações sociais. In: GUARESCHI, Pedrinho; JOVCHELOVITCH, Sandra (Orgs.). Textos em representações sociais. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. p.63-88.

Note, no exemplo citado, que a autora do capítulo é uma das organizadoras do livro, indicação feita pela expressão “Org.” ou “Orgs.” entre parênteses. Atenção: o título da obra permanece em negrito, e não o do capítulo.

Artigo publicado em periódico

Artigos são referenciados indicando-se os dados da revista, como autor e título do artigo, nome do periódico (em negrito), cidade, ano, número e volume da publicação. Veja como fazer:

  • MATENCIO, Maria de Lourdes Meirelles. Gêneros do discurso e apropriação de saberes: (re)conhecer as práticas linguageiras em sala de aula. Linguagem em (Dis)curso, Santa Catarina, v.8, n.3, p.541-562, set./dez. 2008.

Publicação on-line

É muito mais fácil, com o acesso à Internet, fazer consultas on-line do que se dirigir à biblioteca — embora, muitas vezes, dependendo da natureza da pesquisa, essa visita seja imprescindível.

Para fazer referência de materiais consultados na rede, é preciso indicar todos os dados citados anteriormente, além do endereço eletrônico e da data de acesso. Isso porque a página pode não estar mais disponível quando for consultada novamente. Essas informações estão exemplificadas abaixo, em uma referência de dissertação de mestrado:

  • LIMA, Marcos Ricardo de. O ensino técnico profissionalizante a serviço do capital em crise. 2008. 124f. Dissertação (Mestrado) — Universidade Federal de Alagoas, Programa de Pós-graduação em Educação, Maceió. 2008. Disponível em: <file:///C:/Users/helen/Downloads/Marcos%20Ricardo%20de%20Lima%20(1).pdf>. Acesso em: 01 fev. 2018.

Na referência de trabalhos acadêmicos, constam: nome do autor, título do trabalho e ano de defesa. Segue-se o número total de folhas do trabalho, sua natureza e o local e a instituição de publicação.

A referência bibliográfica, como pode ser visto, faz parte do cotidiano de muitos escritores e é importante aprender a usá-la corretamente. Aqui, neste post, você viu alguns modelos mais simples. Pesquise os manuais quando precisar citar leis, decretos, trechos da Bíblia, imagens e até materiais audiovisuais.

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4 dicas de redação para escrever um livro

Todo mundo tem alguma história ou ensinamento interessante para compartilhar, certo? Para os apaixonados pela leitura, não há método mais eficiente e encantador do que passar esse conhecimento adiante por meio da escrita.

Criar e redigir um livro são maneiras complexas, porém recompensadoras, de imortalizar pensamentos e palavras. Para isso, é necessário ter tempo, dedicação e cuidados mais técnicos com o seu conteúdo.

No post de hoje, você poderá conferir algumas dicas importantes para escrever um livro com qualidade e inspiração. Acompanhe.

1. Estimule seu instinto criativo

Começar a escrever não está fácil? As ideias não estão fluindo?

É hora de desconectar-se do seu lado mais técnico e racional para estimular as suas emoções.

Mantenha-se motivado usando as principais inspirações que mexem com a sua sensibilidade. Pode ser uma música que lhe faça chorar, um filme engraçado, uma poesia complexa e misteriosa, um conto do seu autor favorito ou uma longa conversa com seus amigos.

Além disso, procure diferentes lugares para escrever além de sua própria casa, como parques, praças, cafeterias e clubes. O combustível da criatividade está em sair da rotina.

2. Transforme suas ideias em narrativas

A melhor maneira de escrever um livro é na prática. Por isso, se não tiver a estrutura da história já formada em sua cabeça, comece colocando as suas ideias no papel, de forma livre e sem pressão.

Pode ser o prefácio do livro, alguns pensamentos do protagonista, uma cena de ação, um diálogo ou divagações que deseja explorar no futuro. Aos poucos, você verá que as palavras naturalmente começarão a apontar para uma certa direção.

Identifique seu estilo de acordo com as principais emoções que você está tentando comunicar, e use isso para definir o tipo e a base da narrativa do seu texto. Pode ser uma fábula, um romance, ou até mesmo uma coletânea de crônicas.

3. Atente-se à ortografia e à gramática

Que seu livro precisará ser lido por um ou dois revisores antes de ser publicado, isso é fato, caro escritor. Mas isso não o isenta de estreitar laços com o vernáculo, ou seja, nosso bom e velho idioma pátrio.

Invista em conhecer um pouco mais a estrutura da língua portuguesa. Enriqueça seu vocabulário, e não abandone a sintaxe. Para tanto, explore obras de referência como: Dicionário Prático de Regência Verbal, Dicionário Prático de Regência Nominal e Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Outra ferramenta muito útil para quem trabalha com a escrita é a Busca no Vocabulário, disponibilizada na página da Academia Brasileira de Letras. Ali é possível resolver dúvidas sobre a nova ortografia, por exemplo. E caso a sua busca não tenha resultados, você pode entrar em contato via e-mail e logo terá o ponto de vista da ABL sobre a determinada grafia.

4. Não desassocie a sua história do seu personagem

Ao escrever um livro e criar seus personagens, é muito comum que pensemos primeiro em sua idade ou características físicas, certo?

A não ser que esteja trabalhando com comics ou quadrinhos, essas informações devem ser deixadas para o final. Priorize as características que farão diferença no contexto da sua narrativa, pois é isso o que importa na construção da história.

Por isso, antes de definir altura, cor dos olhos do personagem ou tipos de roupas que ele usa, descubra quais são seus defeitos, qualidades, traumas, objetivos e o que ele estará disposto a fazer para alcançá-los.

Tenha em mente que a combinação de personalidade e experiências é o que trará complexidade para o seu protagonista, e consequentemente, para a sua narrativa.

Lembre-se de sempre ler e reler a sua história, mesmo após o término do seu texto. Não tenha medo de fazer retoques, acrescentar ou eliminar informações antes mesmo da revisão. O importante é lapidar o seu livro até que ele fique exatamente do modo que deseja.

Gostou de nossas dicas? Quer saber mais sobre como escrever um livro de sucesso? Curta a nossa página do Facebook e continue por dentro do universo da literatura!

4 autores inspiradores para quem quer escrever um livro

A leitura tem sempre um papel primordial como suporte na hora de escrever. Mas não importa o quanto você leia ou pratique a sua redação, não há escritor iniciante ou experiente que já não tenha passado pela síndrome do papel em branco.

A falta de inspiração ou de referências para criar um material novo não é apenas um acontecimento indesejado, mas sim uma parte natural do processo de escrita. Por isso, é importante que você conheça alguns autores inspiradores para ajudar no seu trabalho e estimular novas ideias.

No post de hoje, você vai conhecer 4 escritores que influenciam e encantam outros escritores. Confira!

1. Fernando Pessoa

Fernando Antônio Nogueira Pessoa foi o poeta, escritor e representante mais importante do modernismo em Portugal. Além de ter traduzido várias obras do inglês para português, e vice-versa, o autor usou muitos tipos de pseudônimos diferentes em suas obras.

Isso quer dizer que alguns de seus trabalhos foram assinados com seu próprio nome e outros com heterônimos diversos. Cada um deles tinha uma personalidade e estilo literário próprio, o que pode servir como um manual para quem deseja adaptar sua linguagem para públicos diferentes.

2. Clarice Lispector

Entre os autores inspiradores mais famosos do mundo, eis uma poderosa fonte para aqueles escritores que desejam inovar.

Clarice Lispector é uma das autoras e jornalistas mais apreciadas da literatura modernista brasileira. Isso porque, com sua abordagem intimista, ela conseguiu inserir elementos sentimentais de forma criativa e única em seus textos.

Priorizando a expressividade e a liberdade do pensamento, a introspecção marcante da escritora é algo que deve ser observado por todos aqueles que precisam de uma inspiração mais original para trazer sensibilidade ao texto que desejam escrever.

3. Gabriel García Márquez

O colombiano é um dos autores inspiradores mais conhecidos no mundo. Famoso por Cem anos de solidão, uma renomada obra de realismo mágico, foi vencedor do Nobel de Literatura em 1982.

O escritor, jornalista e editor é um exemplo de disciplina e foco, já que, para criar sua obra-prima, costumava se desligar do mundo diariamente para exercitar a imaginação que marca seu trabalho e também para explorar ao máximo o seu potencial criativo.

4. Oscar Wilde

Além de poeta e escritor, Oscar Wilde também foi um aclamado dramaturgo de origem irlandesa, que se dedicou a diversos gêneros literários. Devido à sua especialidade em criar constatações caracterizadas pela ironia, cinismo e sarcasmo, ele influencia diversos autores até hoje.

Os escritores mais artísticos, que buscam por roteiros originais e personagens marcantes, podem se inspirar em suas novelas, poesias, contos infantis e dramas para escreverem suas próprias histórias.

Sabemos que criar um livro é um processo difícil e complexo, que depende de muito esforço mental, energia e boas referências. Por isso, esperamos que esta pequena lista ajude você a identificar e trabalhar as semelhanças desses autores com o seu próprio jeito de escrever.

Gostou do post? Conhece algum outro escritor que mudou o universo da literatura? Aproveite a oportunidade para nos contar quais são os autores inspiradores que mais influenciam o seu estilo e deixe seu comentário!

Conheça as teses do conto de Ricardo Piglia

O escritor e teórico literário argentino Ricardo Piglia transita tranquilamente entre a crítica, o conto e a novela. O autor de Nombre falso (livro de contos) escreveu sobre o gênero conto em diversas ocasiões, expondo duas teses sobre ele. Nesse post vamos explicá-las de modo que possam ser aplicadas no desenvolvimento de um conto feito por um escritor iniciante.

Ricardo Piglia, em um de seus textos, mais precisamente em Critica y ficción, escreveu o capítulo Tesis sobre el cuento, no qual expõe duas teses partindo de uma anedota registrada por Anton Tchekhov em algumas anotações: “Em Montecarlo, um homem vai ao cassino, ganha um milhão, retorna à sua casa e suicida.” Eis o esboço de um conto.

No excerto de Tchekhov, o jogador obtém um montante volumoso de dinheiro, no entanto, acontece um fato improvável: suicida-se. São, de fato, duas histórias e importa mostrar como elas se entrelaçam. Piglia analisa como seria relatada esta anedota (ambas as histórias) pelas visões clássica e moderna.

1ª tese: O conto conta sempre duas histórias 

O conto sempre conta uma história visível e outra oculta, e esta última é narrada de forma enigmática. A cada história corresponde um sistema de causalidade (diferente). As partes imprescindíveis do conto intervêm em ambas as histórias e são utilizados de forma diferente em cada uma.

A forma clássica do conto produz o efeito surpresa, quando é revelado o final da história oculta. Tal desenlace convida a uma nova leitura, focalizada na observação da segunda narrativa, a qual esteve todo tempo implícita. Algo semelhante acontece nos romances policiais ou no gênero suspense.

2ª tese: A história oculta é a chave de leitura da forma do conto e suas variações.

O autor explica que a versão moderna do conto descarta o final surpresa, relata duas histórias como se fossem uma e trabalha a tensão entre elas, sem nunca solucioná-la.

As múltiplas possibilidades de um final são encarregadas de dar sentido a esta forma narrativa. Para além do desfecho escolhido pelo escritor, o interessante é que o leitor deve desdobrar-se para resolver a história.

No conto de Jorge Luis Borges, La forma de la espada, o narrador do relato visível ouve um testemunho do protagonista da história secreta. No desfecho emerge o oculto (a história secreta). Deste modo, se narra uma história para dar lugar a outra. Diferentemente do conto de Tchekhov, No mar da Crimeia, no qual as histórias pareciam ser uma.

Algo semelhante acontece em Why Don’t You Dance?, conto de Raymond Carver, já que, por meio de sinais, é permitido ao leitor fazer suas próprias conjecturas, deixando que imagine as causas ocultas. Por exemplo, qual é a razão que leva o dono da casa a colocar os móveis no pátio, na mesma disposição que se encontram no interior da residência? É uma intenção que perdura durante todo o relato. Parece algo construído, exclusivamente, para permitir que o leitor infira o recôndito do conto e reflita.

Possivelmente, aquelas frases que aparentam estar desconectadas, as que à primeira vista não encaixam, definitivamente, são muito importantes porque vinculam o que aparece ao que se omite. Como menciona Piglia, em relação à teoria do iceberg, numa tradução livre, “o mais importante nunca se conta.”

Qual estilo de escrita é mais interessante para você: clássico ou moderno? Deixe o seu comentário a respeito.

Entenda a importância da figura do herói para histórias de sucesso

Quando pensamos na figura do herói, os primeiros nomes que costumam vir à mente são guerreiros como Hércules e Odisseu ou, ainda, personagens como os Vingadores e o Super-Homem.

No entanto, vale lembrar que o conceito vai muito além da ideia de um guerreiro que luta para proteger a justiça e o bem, sendo uma das peças fundamentais para a estrutura de uma história. Continue lendo para entender melhor a figura do herói e a sua importância!

A figura do herói

A ideia de herói tem origem nos mitos gregos, cujos guerreiros se destacam pelos seus poderes e ações que excedem a capacidade humana. Isso nem sempre quer dizer força física ou habilidades paranormais: para os gregos, atitudes altruístas e guiadas por uma lógica não egoísta eram uma demonstração do sagrado.

Talvez seja daí que venha a associação que fazemos, hoje em dia, entre a figura do herói, uma índole impecável e motivações nobres. Porém, quando falamos do herói de uma história, o conceito vai além disso.

No livro O Herói de Mil Faces, Joseph Campbell analisa uma espécie de “modelo” de herói que se repete em quase todos os mitos ao redor do mundo, com base nas teorias de Freud e Jung, fundadores da psicanálise. Desse modo, Campbell compreendeu que, na simbologia das mitologias, esse personagem representa a relação de uma pessoa com seu próprio ego e a superação dos seus limites.

Assim, um herói bem-sucedido, tanto no sentido clássico quanto na análise de Campbell, seria aquele que consegue dominar e transcender o próprio ego.

O anti-herói

Além de descrever esse modelo geral de herói (que recebe o nome de “arquétipo”), Campbell também identificou várias modalidades dessa figura que apareciam nas histórias. O anti-herói é uma das mais famosas dentre essas variações.

Como o nome indica, esse é o personagem que contraria os valores e a moral tradicionalmente associados ao herói grego, mas ocupa o mesmo papel na narrativa (vamos falar disso mais a fundo no próximo tópico). Em termos simples, trata-se de alguém marginalizado ou mal visto pela sociedade, mas com quem o público se identifica.

Esse conceito surgiu durante o período medieval e, não à toa, um grande exemplo é Macbeth, de Shakespeare. Já na literatura nacional, o personagem Macunaíma, de Mário de Andrade, é sempre lembrado. Na cultura popular atual, Walter White, da série Breaking Bad, é um dos anti-heróis mais amados.

A importância do herói para a história

Na estrutura da narrativa, o herói é responsável por causar identificação com o público. É a partir do ponto de vista desse personagem que o leitor ou espectador vai acessar e acompanhar a história.

Em muitos casos, é ele quem determina, também, os personagens secundários que entrarão em ação, pois, muitas vezes, eles representam facetas da personalidade (ou ego) do herói.

O mais comum é que a identificação com o herói seja utilizada para passar os ensinamentos ou reflexões da narrativa — quando o protagonista e o herói coincidem, aprendemos junto com o personagem.

No entanto, escritores habilidosos também podem se aproveitar dessa conexão para inverter a norma e causar tensões que enriquecem a narrativa ou dão início a reflexões no público.

Hitchcock faz isso com maestria no filme Psicose. Ao matar a suposta heroína do filme em menos de 30 minutos, ele deixa os espectadores “perdidos”, causando uma sensação de confusão e levando a audiência a se identificar com um personagem que se revela, ao final, ser o vilão da história.

Com base em tudo o que foi dito, não é exagero concluir que a figura do herói ocupa um papel central na narrativa e é responsável por fazer todo o resto se encaixar.

Tendo consciência da importância desse personagem e sabendo trabalhá-lo bem, o escritor consegue acrescentar conflitos, questionamentos e aprendizados da maneira certa para construir uma história inesquecível!

Para entender ainda mais sobre como trabalhar a figura do herói, existe um conceito imprescindível, também trabalhado por Joseph Campbell: a jornada do herói. Não deixe de conferir nosso artigo sobre o assunto!

5 elementos fundamentais para escrever um livro de suspense

Escrever um livro de suspense é o objetivo de muitos que se aventuram no fantástico mundo da ficção. Não é por menos, pois o gênero é um dos preferidos dos leitores mais assíduos da literatura universal.

Embora com estilos muito diferentes, Agatha Christie, Arthur Conan Doyle, Stephen King e Dan Brown são todos autores clássicos e consagrados de histórias de mistério.

E se você também quer escrever um livro de suspense, precisa compreender bem estes cinco elementos fundamentais que devem estar presentes na sua história. Confira!

1. O ponto de vista privilegiado do leitor

Enquanto desenvolve um livro de suspense, lembre-se sempre de deixar o seu leitor antecipado. Faça-o “ver” os pontos de vista tanto do protagonista quanto do antagonista.

Permitir que o leitor tenha uma visão privilegiada do desenvolvimento da história faz com que ele consiga enxergar os problemas antes do protagonista. Quem lê toma conhecimento das linhas de convergência entre o protagonista e o antagonista e sente as consequências dos perigos à frente.

Esta técnica causa tensão no leitor, permitindo que o escritor coloque uma carga emocional sobre ele. A tensão é construída a partir dos medos implicados por quem lê, pois sabe que o herói está rumando ao desastre.

2. Dilemas para a construção de tensão

O antagonista precisa jogar com o psicológico do protagonista, desafiando-o ou colocando-o à prova para difíceis escolhas e tomadas de decisão.

Um bom exemplo é quando ele tem que optar por salvar uma pessoa e deixar outra para morrer, ou quando se vê obrigado a realizar determinada ação que jurou nunca mais fazer.

O antagonista, por sua natureza inescrupulosa, ultrapassa seus limites sem pensar duas vezes. Porém, o protagonista possui suas questões morais e, como herói, ele não pode deixar pessoas inocentes morrerem sem antes lutar por suas vidas.

Um fator crucial na questão dos dilemas é que eles precisam de tempo para serem resolvidos, e com a pressão de um tempo restrito, a tensão se constrói. Portanto, use esse recurso de provocar o protagonista e sua história tem um suspense criado com sucesso.

3. O fator de tempo restrito

Já que tocamos no assunto da restrição de tempo no tópico anterior, este é outro recurso-chave para escrever um livro de suspense com muita tensão.

O protagonista precisa trabalhar contra o tempo, e o relógio deve ser um aliado do antagonista.

Nas histórias de Sherlock Holmes, Conan Doyle trabalhava este recurso com maestria. O famoso detetive tinha o relógio como seu principal inimigo, pois precisava correr contra o tempo para resolver os enigmas que, muitas vezes, envolviam vidas em perigo.

Outro exemplo bastante conhecido é no livro Anjos e Demônios, de Dan Brown, quando Robert Langdon corre contra o relógio para evitar que uma bomba de antimatéria exploda e destrua toda a cidade.

4. Altas expectativas

Manter as expectativas altas não significa, necessariamente, que a história precise passar pela maior tragédia global, como a aniquilação da raça humana. Mas ela precisa ser sobre uma crise devastadora para o mundo do protagonista.

O herói deve estar disposto a fazer o que for necessário para evitar que desastres ocorram. A crise tem que se mostrar importante para assegurar que os leitores sentirão empatia pelo protagonista.

5. Recurso da pressão

Outro elemento essencial para se escrever um livro de suspense é a pressão. O protagonista deve trabalhar com probabilidades que pareçam insuperáveis. Todas as suas habilidades e forças devem ser direcionadas ao ponto de ruptura para “salvar o dia”.

O herói fraqueja, mas se recompõe diante das pressões aplicadas pelo antagonista. Deve haver somente uma pessoa deixada sob a sensação de impotência diante da história: o leitor.

Escrever um livro de suspense não precisa ser difícil. Com boas práticas e seguindo essas dicas, você conseguirá construir uma história incrível e cativante. Só não se esqueça do principal elemento para um bom livro: escrever sempre. Diariamente.

Agora, deixe um comentário aí embaixo no post e conte-nos suas expectativas para escrever seu próximo livro com muito suspense.

4 dicas de português para escritores iniciantes

Você escreve nas horas vagas e sonha em se tornar um escritor conhecido e viver da literatura, mas não sabe por onde começar? Fique tranquilo, pois este texto lhe ajudará a dar bons passos rumo à sua primeira noite de autógrafos.

Escrever bem vai muito além de ter boa imaginação e facilidade em criar histórias e personagens. Uma concordância errada, uma crase esquecida ou uma vírgula mal colocada podem comprometer o texto e a credibilidade do escritor.

Por isso, todos os escritores iniciantes precisam ficar muito atentos às regras da língua portuguesa para chegarem à categoria de escritor profissional. Sendo assim, veja o que preparamos neste artigo com 4 dicas de português para escritores em início de carreira.

1. Deve-se ficar atento à crase

Vamos começar por esse recurso de nossa língua que tanto confunde os escritores. Primeiramente, saiba que só ocorre crase antes de palavras femininas, exceto quando a palavra “moda” estiver subentendida (ex.: sapatos à [moda de] Luís XV).

Deve existir crase também quando houver informação de hora: “o lançamento do livro mais esperado do ano começa às 10h”. Mas se o horário informado for antecedido das preposições “desde”, “para” e “até”, há uma exceção: saberemos que “o horário do lançamento do livro foi alterado para as 10h30”.

Lembre-se além disso de que ocorre crase antes de locuções adverbiais que expressam tempo, lugar e modo (ex.: “à tarde, vou à praia às pressas”).

E de vez em quando, faça um teste: troque o “à” por “ao” e o substantivo feminino por um masculino. Se a nova frase estiver adequada, a original contém crase (ex.: Entreguei a carta à professora/ao professor).

2. É de boa-fé usar hífen no lugar certo 

Um elemento que também costuma dar dor de cabeça é o hífen. Então atenção!

Na junção de palavras, todos os super-heróis sabem que se a segunda começa com “h”, antes dela vem o hífen. Assim, eles sempre evitam um contra-ataque, pois sabem que também existe hífen antes da segunda palavra, se ela começar com a mesma vogal que encerra a primeira. E esse poder é super-requintado, porque ocorre igualmente no caso de mesmas consoantes.

Heroísmos à parte, lembre também que o hífen deve aparecer:

  • nas palavras antecedidas pelos prefixos “ex”, “sem”, “além”, “recém”, “aquém”, “pré”, “pós”;
  • nas palavras com sufixos de origem tupi-guarani: “açu”, “mirim”, “guaçu”;
  • nas palavras que formam encadeamentos vocabulares: “eixo Rio-São Paulo”.    

3. As aspas dizem o “não-dito”

Já leu “textos” de “escritores” que colocam “um monte” de expressões “entre aspas”? Isso pode deixar qualquer um com “dúvidas”, pois não sabemos se o autor quis mesmo “dizer aquilo” ou “outra coisa”. 

Portanto, ao escrever, não se esqueça de que as aspas devem ser usadas quando você:

  1. abrir e fechar citações (“Minha pátria é a Língua Portuguesa”, já dizia Fernando Pessoa);
  2. destacar palavras usadas fora do contexto habitual (Paulo Coelho escreve “super” bem);
  3. delimitar títulos de obras, como por exemplo, músicas e livros (A canção “Construção”, de Chico Buarque, brinca com proparoxítonas);
  4. usar estrangeirismos, gírias, expressões populares, neologismos (Antes de “deletar” as fotos, vou fazer um “backup” delas).

4. Vírgula, a rainha da separação

Uns usam demais, outros usam de menos. A vírgula costuma dar mesmo um nó na cabeça dos escritores! Mas nem por isso você vai sofrer. Use esse sinal de pontuação para:

Separar explicações dentro de uma frase

  • A vírgula, que é um elemento da língua portuguesa, tem suas próprias regras.

Separar tempo, lugar e modo em começo de frase

  • No ano passado, li vários livros de literatura

Elencar diversos itens

  • Comprei cebola, tomate, alface, palmito e azeitona.

Porém, nunca separe o sujeito e o verbo com vírgula (ERRADO: Fulano, joga bola à tarde), a não ser, é claro, no caso de vocativo (chamamento): Fulano, venha jogar bola à tarde.

Viu só como escrever não é apenas deixar o pensamento rolar solto? Para fazer com que a sua obra seja bem entendida e interpretada pelos leitores, é fundamental conhecer a nossa língua. Por isso, aproveite essas regras básicas que apresentamos e nunca se esqueça de sempre contar também com a ajuda de uma boa gramática e de um bom dicionário.

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