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5 dicas para escrever um livro infantil

Os livros infantis formam um importante setor do mercado editorial brasileiro. Contendo textos literários ou apenas entretenimento, trata-se de uma fatia expressiva das vendas diretas e de compras governamentais para distribuição em escolas e bibliotecas públicas. A quantidade de títulos por ano só aumenta, o que também estimula o surgimento de autores a cada dia. No entanto, não é simples escrever um livro para o público infantil. Não basta criar uma historinha ou buscar belas ilustrações, é preciso pensar, estudar e experimentar. Vamos a algumas dicas sobre esses livros?

1. Ler muitos livros destinados às crianças

Não adianta achar que é só ter um clique genial. Para encontrar um tom, os temas e a escrita, é preciso ler muitos livros. Se o foco são os livros para crianças, então é fundamental conhecer autores importantes, livros de qualidade, boas ilustrações e boas editoras.

A produção infantil é forte no Brasil e nossos autores e ilustradores são reconhecidos mundialmente. Basta pesquisar e mergulhar nesse universo.

2. Decidir-se por um objetivo

Uma coisa é escrever livros de entretenimento, cujo objetivo seja apenas divertir as crianças. Isso já é difícil, mas pode acontecer com algum esforço. É ainda mais trabalhoso decidir ser autor de literatura infantil. Aí, sim, é preciso encontrar uma expressão artística, em que a linguagem seja mesmo um dos focos do trabalho. Isso só ocorre após bastante leitura e reiterada experiência com as linguagens.

3. Evitar tom adulto e professoral

Muitos livros para crianças têm o objetivo de ensinar algo ou de transmitir uma “moral”. Isso precisa ser feito do modo mais sedutor possível para crianças. Muitos editores dizem que os pequenos não gostam da “voz” adulta que os textos têm. Pode ser interessante, então, encontrar uma voz mais simpática, mais próxima do público, tomando-se o cuidado de não soar forçado.

Nas obras literárias, o mesmo tipo de questão é colocado. Os textos devem evitar uma voz adulta, um tanto mandona e emissora de regras, para que as crianças sintam-se atraídas pelo livro.

4. Observar verdadeiramente as crianças

Não basta estudar, é preciso conviver com as crianças para compreendê-las e senti-las. Também não basta ter filho ou sobrinho e cismar de se tornar autor de livros infantis. As duas coisas precisam estar conciliadas. Muitos autores se inspiram de fato em seus filhos ou parentes; outros, não. As crianças mudam junto com os tempos. É fundamental encontrar temas, argumentos, linguagens e possibilidades entre a vida real e o conhecimento adquirido na leitura de muitas obras.

5. Manter parcerias com ilustradores

Todos sabemos que a ilustração não é apenas complementar em obras infantis. Ela é fundamental. Em alguns casos, os livros sequer têm palavras. A força de uma obra bem ilustrada é reconhecida pelos pequenos, que leem e veem com encantamento. Mas é preciso ter cuidado com isso. A ilustração também transmite antipatias, preconceitos, ideias errôneas. Seja uma ilustração mais técnica, seja uma mais artística, ela precisa ser pensada para o público a que se dirige. E esse público é particularmente exigente! O Brasil tem excelentes ilustradores. Muitos deles são também autores dos textos de suas obras. Trata-se de uma parceria importante de ser cultivada na produção desses livros.

Mãos à obra? Boas listas de livros infantis importantes e premiados, de todos os tempos, podem ser facilmente encontradas. Que tal começar? Comente nosso post. Estamos esperando suas considerações.

 

Estrutura do livro: entenda o que vem antes do texto

Um dos historiadores dos livros mais famosos do mundo, o francês Roger Chartier, costuma dizer que os autores não escrevem livros, eles escrevem textos que se transformam em livros pelas mãos de especialistas, que são os editores. São esses profissionais que traduzem um simples arquivo de texto em material bonito, organizado e vendável.

Mas, afinal, de que é composto um livro? Qual deve ser a estrutura do livro para que ele mereça esse nome?

O que é um livro?

Um livro é uma tecnologia. Nem sempre esse objeto tão banal para nós teve o formato que conhecemos. E há critérios que estabelecem diferenças entre materiais impressos. Por exemplo, a Unesco define que livro é um impresso com miolo entre capas que possua mais de 49 páginas. Se não for isso, não teremos um livro, mas um folheto. Controverso, não?

Estrutura recomendável

Não apenas a Unesco, mas outros órgãos e instituições definem qual deve ser a estrutura de um livro. Geralmente, considera-se o livro impresso, a despeito da existência cada vez mais forte do e-book. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um livro tem, além do texto propriamente dito, os paratextos, que são elementos que vêm antes ou depois do principal.

Vejamos os elementos mais importantes, que costumam aparecer nas obras de muitos escritores.

Capa e contracapa (ou quarta capa)

A capa protege o livro, mas também serve para seduzir os leitores. Não é à toa que muitas editoras investem em capas bonitas, chamativas, elegantes, visíveis. Geralmente, são feitas de material mais duro, mais resistente, de gramatura maior que a do miolo, justamente para mantê-lo protegido e conservado.

Já que as capas existem, costumam ser usadas também como suporte para alguns textos que ajudam a vender os livros: textos na contracapa, trechos instigantes da obra, dados do autor etc. A capa, propriamente, serve para identificar obra, autor, editora e outras informações interessantes.

Folha de rosto

A folha de rosto e a falsa folha de rosto (opcional) trazem informações sobre a obra que repetem a capa, mas também podem adicionar mais dados, como número de edição ou impressão. Nas costas dessa folha, costuma vir a ficha catalográfica, geralmente feita por bibliotecários. Com isso, é possível classificar a obra, registrar o seu número intransferível (ISBN — International Standard Book Number) e juntar dados, como créditos dos profissionais da edição.

Dedicatória e agradecimentos

Quem não sonha com isso? Um dia, dedicar a obra a uma namorada, aos filhos, aos pais, aos amigos. Essas são folhas que servem para homenagear, agradecer, explicar. Do mesmo modo, a folha de epígrafe, opcional, mas que muita gente usa para transcrever algum trecho inspirador de outra obra. Um poema, uma frase, um excerto filosófico pode vir aí, mostrando que um livro puxa outro.

Sumário

É comum e recomendável que se siga o sumário. Trata-se de uma espécie de esquema que traz os capítulos e as seções, com seus títulos e numeração de página. Com ele, é possível encontrar partes da obra quase diretamente, sem ter de folhear de forma aleatória.

Não confundir sumário com índice. Os índices vêm no fim da obra, e nem todas têm. Costumam ser por temas ou por assuntos tratados no livro.

Prefácio e apresentação

Pode ser importante apresentar a obra ao público, fazer um estudo sobre ela, mostrar a que veio. Isso é feito pelo próprio autor, e aí costuma se chamar apresentação. No entanto, é mais comum que os autores convidem outros autores, mais importantes e reconhecidos, para falar sobre a obra. Isso ajuda a divulgá-la e a legitimá-la. Os prefácios costumam ser escritos por outros, assim como os posfácios, que são a mesma coisa, só que depois do texto principal.

Essa é a estrutura básica de um livro, muito embora o essencial mesmo sejam capa, contracapa e miolo. O sumário deve entrar nessa lista. Tudo o mais depende bastante da vontade do autor e do campo de publicação: literário, técnico, religioso, autoajuda, infantil etc. O planejamento de tudo isso é bem importante para que um livro chegue ao seu público e tenha a devida atenção.

Gostou das nossas dicas? Esperamos que tenha aprendido sobre a estrutura do livro. Comente nosso post! Esperamos pelas suas considerações.

 

Como posso escrever melhor? Confira as nossas dicas

Vivemos em uma era que as informações, além de circularem, mudam rápida e constantemente. E, apesar de ser uma técnica milenar, escrever textos também faz parte desse fenômeno. Por isso, um bom escritor jamais deve parar no tempo, sempre buscando novas – e já conhecidas – maneiras de agregar valor ao seu texto a fim de atrair e reter a atenção do seu público.

Pensando nesse contexto, preparamos uma série de dicas de como escrever melhor e conquistar e engajar ainda mais seus leitores. Confira:

Pense no leitor

Antes de mais nada, ao se começar a escrever, você deve ter em mente o perfil do seu leitor. É ele que vai ditar o tom da escrita, a maneira como será exposto o conteúdo, a linguagem mais adequada e os elementos que serão utilizados. Uma boa dica para essa situação é usar a empatia, ou seja, se colocar no lugar da pessoa que lerá seu texto: eu gostaria do que estou lendo?

Seja claro e objetivo

Quanto menos “encheção de linguiça” seu texto tiver, mais atrativo ele será. Uma boa escrita não pode enrolar o leitor com conteúdos descontextualizados e informações não objetivas. Maneire nas citações, para não parecer que você não tem nada a dizer e evite exemplos em excesso. Além disso, aplique a escaneabilidade, que desperta a curiosidade do leitor e o faz entender o conteúdo com uma simples “passada de olhos”.

Crie títulos atraentes

A expressão “não julgue um livro pela capa” ainda é usada quando o assunto é escrita. Assim sendo, é a partir da leitura do título do seu texto que despertará no leitor a vontade de continuar lendo. Afinal, a primeira impressão é a que fica.

Não seja condescendente

Não subestime o potencial de leitura do seu público. Dessa forma, apresente questionamentos, compartilhe dúvidas, relate situações, falando de igual para igual, de maneira que o leitor se sinta próximo a você.

Leia bastante

Pode soar clichê, mas esse é um método infalível. Quando lemos muito, aumentamos nosso repertório e vocabulário, que serão utilizadas para agregar valores à nossa escrita. Sempre seja eclético na leitura a fim de diversificar seu conhecimento literário. Além disso, essa pluralidade de textos te auxiliará a sempre estar bem informado.

Consulte dicionários

É natural termos muitas dúvidas ao escrever um texto. Dessa forma, é importante que você sempre tenha um dicionário em mãos para consultar naqueles momentos “é com g ou com j?”.

Aposte nas figuras de linguagem

Escrever literatura é bem diferente de escrever um texto comercial, que é bem diferente de escrever um blog post e por aí vai. No entanto, em meio a todas essas modalidades textuais, existe uma intercessão: as figuras de linguagem. Sendo assim, essa expressões conotativas da língua, pautadas no sentido figurado, podem ser utilizadas para dar um certo charme a sua escrita e despertar o interesse do leitor.

Exercite as regras da língua

Para uma leitura fluida, é essencial que a pontuação esteja impecável. Por isso, desenvolva habilidades para trabalhar com vírgulas, pontos e acentuação. Além disso, aprenda sobre concordância, regência, coesão e coerência. Tudo isso, impulsionará a qualidade do seu texto.

Revise seu texto

Uma boa escrita acompanhada de uma boa revisão é sucesso garantido. Por isso, sempre que finalizar seu texto, não deixe de checá-lo para procurar erros gramaticais, ortográficos ou até mesmo de digitação. Ótimas técnicas para uma revisão exemplar é ler seu texto em voz alta e de traz para frente, lendo palavra por palavra.

Agora que você já está preparado para gabaritar o português, não deixe de comentar suas considerações!

3 dicas para escrever um livro de romance

Algumas pessoas trabalham melhor de manhã, outras, de noite. Tem quem goste de silêncio absoluto e quem não consiga escrever uma linha sem aquela música tocando no fone de ouvido ou som ambiente. Alguns terminam o primeiro esboço numa tacada só e outros não conseguem passar para o parágrafo seguinte sem retocar o anterior.
 
A escrita pode ter as suas idiossincrasias, mas uma coisa é certa: escrever é um ofício e exige rotina. 
 
Se você está pensando em começar a escrever um romance ou em transformar seu prazer de contar histórias na sua profissão, está no lugar certo! Neste post contaremos para você algumas boas técnicas para escrever um livro. Continue a leitura e descubra!

O planejamento leva você à fluência

Sabe quando você decide fazer uma viagem de última hora? Tudo pode acontecer: você pode comprar uma passagem aérea barata e acabar indo para um destino incrível ou sequer conseguir agendar um quarto de hotel! Escrever é como viajar. Quanto melhor você planejar o seu trajeto, menores serão os imprevistos (o que não exclui uma dose de emoções e boas surpresas pelo caminho).
 
Por mais que se romantize a noção de que um bom escritor é aquele que diante do papel ou do computador espontaneamente transforma magicamente suas ideias em palavras num fluxo contínuo de alta qualidade, não confie em seu gênio! Uma escrita assim pode ser muito terapêutica (ou traumática, no caso de bloqueios), mas dificilmente resulta num bom romance.
 
Existem diversas técnicas para auxiliar um escritor iniciante nessa jornada (como o método snowflake, criado por Randy Ingermanson). Mas, independente de como você decidir organizar seu trabalho, não deixe de criar um planejamento. Quanto mais tempo você se dedica a essa etapa, maior será sua fluência na escrita do primeiro rascunho.

A preparação do romance

A preparação de um romance, por ser um trabalho minucioso que exige coerência e atenção ao desenvolvimento de uma estrutura particular, demanda um planejamento ainda mais denso em comparação a outros projetos.
 
Criar uma narrativa longa solicita o delineamento dos traços psicológicos das personagens, do foco narrativo, das descrições, entre tantos outros elementos. Por isso, elaborar um roteiro inicial para sua escrita é fundamental para manter ao longo dessa jornada a coerência e o interesse de sua história.
Abaixo, você verá o que deve levar em conta em seu roteiro.

Subgênero

Romance histórico, policial, aventura, ficção científica, fantasia, infantil, infanto-juvenil… o seu livro pertence a algum desses segmentos? Se a sua resposta for sim, saiba que cada subgênero tem um conjunto de obras clássicas e contemporâneas que devem ser estudadas.
 
Além de serem fontes de inspiração, a leitura desses livros pode ajudar você a definir quais estratégias narrativas mais agradam ao seu estilo e pensar em maneiras de contar a sua história.
 
Leia atentamente os livros pertencentes ao segmento escolhido e extraia o que há de melhor em cada obra. Além disso, é importante estar atento ao que os leitores desse subgênero esperam. Quem sabe você não consegue inovar com sua escrita e tornar-se uma referência dentro da sua categoria?

Fio condutor 

Defina o fio condutor da sua narrativa: o que vale a pena ser contado? Uma história, geralmente, tem em sua estrutura uma situação problema (clímax), seguida de uma solução que pode ser explorada ou modificada de acordo com sua técnica. 

Tente entender qual o ritmo da sua narrativa antes de começar a escrever, assim, você já mergulha no trabalho sabendo exatamente quais objetivos você deve atingir.

Construção das personagens

Planeje detalhadamente os seus personagens e aprofunde suas histórias pessoais. De onde veio sua personagem? Qual é a sua personalidade e são seus anseios? O que ela aprende ao longo na narrativa? Qual é o seu papel na narrativa? 

É importante ressaltar que esse planejamento faz parte do processo de construção do personagem, mas não será necessariamente incorporado totalmente ao texto final. Essa é uma etapa que serve para pautar suas ações e emoções ao longo da trama e é a base para que você possa criar personagens inesquecíveis por conta de sua coerência e complexidade.

Cenário

O cenário de um romance histórico certamente não será o mesmo de uma ficção científica e exige um tipo diferente de pesquisa. Imagine os principais ambientes pelos quais seus personagens poderão transitar.

A criação de um cenário demanda um bom conhecimento de seu tema, gênero narrativo e bastante trabalho imaginativo. Criar e descrever detalhes desse cenário, deixando-o o mais coerente possível, torna sua narrativa mais rica e facilitará o desenvolvimento da construção.

O mundo ensina boas técnicas para escrever um livro

“Write what you know”. A frase integra boa parte das listas de conselhos para escritores e se tornou uma regra cardeal da escrita. Porém, o que muitos vêm ressaltando é que “o que você conhece” não se limita a suas experiências mais imediatas.
 
O que você conhece inclui, principalmente, suas experiências afetivas, mas que podem — e devem! — englobar o que você observa no mundo, seus personagens preferidos, a vivência de outras pessoas etc.
 
Em suma, o que você conhece precisa ser expandido! Escreva sobre o que você conhece, mas nunca deixe de conhecer coisas novas.
 
Para um escritor tudo pode ser material de escrita. Por isso, tenha sempre um caderno à mão para anotar novas ideias e situações inspiradoras. As melhores ideias e soluções, afinal, surgem quando menos estamos esperando por elas.
 
Sabe aquele seu amigo que adora ler ou mesmo aquele seu colega que também está pensando em começar a escrever um romance? Ele pode ensinar muito comentando seu primeiro rascunho. Não tenha medo de pedir conselhos as pessoas mais próximas. Você pode estar tão imerso no seu enredo que não percebe as incoerências e possíveis descontinuidades da sua história.

A rotina é a sua melhor amiga

Alguns romances notáveis foram escritos, surpreendentemente, em poucos dias. O que aprendemos com a maioria dos grandes escritores, entretanto, é a não confiar em uma semana super produtiva apenas contando com bons momentos de inspiração.
 
Pode parecer clichê, mas aquela porcentagem do 1% de inspiração e 99% de trabalho duro continua valendo na hora de escrever um romance e. para isso, é preciso de rotina.
 
Stephen King em seu livro Sobre a Escrita diz que tudo que você precisa é uma porta que você possa fechar para cumprir uma meta-diária preestabelecida, bem como Virginia Woolf diz o quanto ter um teto todo seu é fundamental para um escritor. Um espaço próprio — por mais modesta que seja sua mesinha — e uma quantidade de tempo livre em que você possa mergulhar diariamente na sua escrita é o que vai fazer de você um escritor.
 
James Joyce, Charles Dickens, Ernest Hemingway, Elena Ferrante e Gabriel García Márques além de serem grandes romancistas, todos eles estabeleceram e cumpriram rituais diários para escrever — faça chuva ou faça sol. Se você quer se tornar um escritor precisa começar a descobrir quais são os seus rituais e como você se sente mais confiante ao colocar suas ideias no papel.
 
Escrever livros de romance não é uma tarefa fácil, porém, dar vida e compartilhar o seu universo imaginário é extremamente gratificante. Com método, dedicação e criatividade, seu romance pode existir e até mesmo ser um grande sucesso.
 
Gostou das nossas técnicas para escrever um livro? Então continue a sua jornada pelo conhecimento, clique aqui e descubra o que vem antes do texto!

7 comunidades de escritores que você não pode ficar de fora

Escrever é uma atividade que depende de feedback. Não basta produzir os textos. É preciso reescrever, repensar, revisar. A ideia de que o texto é mais trabalho do que inspiração é conhecida entre aqueles que lidam profissionalmente com as palavras. Tanto durante o processo da escrita quanto depois de uma obra publicada, os retornos são sempre importantes para o autor. Ou deveriam ser. E tanto é assim que várias comunidades se formaram com a finalidade de promover a troca de textos, o compartilhamento de ideias, produções, sugestões e mesmo para a escrita colaborativa. Essas comunidades de escritores – profissionais ou não – estão por todo lado, mas principalmente na internet, em redes sociais e por meio de aplicativos. Algumas delas são grupos fechados, sendo preciso conhecer alguém para acessar. Outras são grupos abertos, públicos, bastando um clique para chegar. Que tal juntar-se a alguma delas?

2 mil toques

2 mil toques é uma comunidade com página no Facebook e no Tumblr. Lá, é possível acompanhar escritores falando de suas rotinas, modos de trabalho e mesmo das agruras e alegrias da profissão. Muito interessante para o escritor ou a escritora terem como se balizar no processo de escrita e no funcionamento da carreira.

Partilha da escrita

Trata-se de um grupo fechado no Facebook, mas é bem fácil pedir acesso a ele. Escritores – muitos deles profissionais – trocam ideias e divulgam trabalhos e eventos por ali. A tônica deste grupo é a discussão sobre aspectos da escrita, especialmente a literária.

Letra viva – Literatura de confronto

É um grupo público no Facebook que discute, ferrenhamente, aspectos da vida literária no Brasil. Talvez seja uma das comunidades mais combativas. Ali, escritores, também muitos deles profissionais renomados, discutem aspectos positivos e negativos do campo da produção literária.

LiteraturaBr

O LiteraturaBr é um site que reúne informações sobre escrita, leitura, escritores, além de divulgar eventos, serviços e livros. Mantém uma página no Facebook onde é possível participar com outros autores. 

Scribe

A Scribe é uma plataforma de leitura e escrita. Por lá, é possível escrever, publicar e acompanhar estatísticas e retornos. É diferente de um grupo de discussão ou de divulgação apenas. Pode ser bem útil para quem deseja testar a escrita em ambiente digital. 

Skoob

Talvez esta seja a comunidade – rede social – mais conhecida entre os amantes de livros e leitura. Esta rede serve para a divulgação, troca e comentário de livros lidos. Funciona bastante bem para quem quer conhecer e comentar a produção literária. 

Wattpad

É um aplicativo muito conhecido pelos amantes da leitura. É uma das maiores comunidades de troca de textos e livros que existem. É possível postar a produção e trocá-la com outros participantes. Feedback garantido. 

Não vai ser por falta de espaços de discussão que um escritor deixará de publicar ou de escrever textos melhores. A troca de ideias e de sugestões é fundamental para esse ofício. As comunidades de profissionais – e amadores – estão espalhadas por aí. É só entrar e participar.

Que tal nos ajudar com mais grupos e redes de autores? Comente nosso post. Esperamos suas sugestões. 

 

Como escrever bons diálogos: veja 4 dicas

Os diálogos são uma parte fundamental das narrativas. Eles permitem avançar a trama, apresentar mais informações sobre personagens e acelerar ou reduzir o ritmo da história. Para conseguir isso, é preciso estar atento não só à naturalidade da conversa mas também  à sonoridade e ao ritmo.

Essa não é uma tarefa fácil; por isso, no post de hoje trouxemos 4 dicas de como escrever diálogos para te ajudar. Confira:

Mantenha-se fiel a seus personagens

Cada pessoa tem seu próprio jeito de falar, influenciado por fatores como faixa etária, região, grau de instrução e situação de conversa. Isso tudo deve vir à tona quando seus personagens estiverem falando e cada um deve ter sua própria voz. Para isso, é fundamental conhecê-los muito bem e estabelecer manias, expressões e até vícios de linguagem mais usados por cada um.

Além disso, é preciso ficar atento ao contexto da conversa. Se o seu personagem é mais fechado e introspectivo, não faz sentido ele contar toda a sua história de vida para um desconhecido no ônibus. Essa pode até parecer uma maneira fácil de apresentá-lo e contar ao leitor quais são os objetivos daquele personagem, mas não é nem um pouco verossímil.

Fique atento ao ritmo

Uma conversa real entre duas pessoas inclui frases abandonadas pela metade, pausas para retomar o pensamento, assuntos misturados e vários outros elementos que, quando transpostos para o texto, podem confundir o leitor e atrapalhar o andamento da história. Por isso, não tente fazer diálogos realistas demais. Em vez disso, preocupe-se em mantê-los fluidos e informativos: inclua apenas as falas que avancem a narrativa ou revelem mais informações necessárias à trama.

Não hesite em transpor partes do diálogo para o discurso indireto. Por exemplo, em vez de iniciar uma conversa entre dois personagens com “oi”, você pode escrever:

“Clara se aproximou de Roberto e o cumprimentou.

— Eu estava te procurando! — disse ele.”

Da mesma maneira, se quiser deixar claro que a conversa durou bastante tempo, pode incluir essa informação em um parágrafo narrativo. Uma autora que faz isso muito bem é Jane Austen: em seus livros, ela alterna entre o discurso direto e o indireto para destacar os trechos da conversa que são relevantes para o leitor e manter a história fluindo.

Use os incisos a seu favor

Os incisos são as inserções do autor no diálogo, ou seja, os trechos como “ele disse”, ou “Sandra perguntou”. Além de deixar claro quem fala, eles podem cumprir objetivos como emular o ritmo da conversa, descrever o tom de voz e narrar ações que acontecem simultaneamente ao diálogo.

Para entender esses usos, vamos pegar como exemplo um personagem prestes a revelar que está apaixonado pela melhor amiga. Ele pode iniciar a conversa da seguinte maneira:

“Escuta — chamou hesitantemente, se aproximando da menina —, eu preciso falar com você.”

Além do adjetivo deixando claro que nosso personagem está hesitante, o inciso logo depois de “escuta” faz uma pausa no diálogo, imitando sua hesitação, e nos diz que ele se moveu enquanto falava. Essa construção deixa o ritmo da ação muito mais natural do que incluir, por exemplo, uma frase como “ele foi se aproximando da menina enquanto falava” caso você precise que os dois estejam próximos ao final do diálogo.

Leia em voz alta e interprete seus diálogos

Um diálogo é uma conversa transcrita para o papel e, por isso, para saber se ele está funcionando bem é preciso ouvi-lo. Leia em voz alta para saber se a sonoridade está boa e interprete as falas, pronunciando-as da mesma maneira que você imagina que seus personagens fariam. Assim você consegue testar se as frases e palavras que escolheu são condizentes com a emoção que seu personagem está sentindo.

Bons diálogos podem tornar sua história mais fluida e mais interessante. Para consegui-los, é preciso praticar bastante e estudar bons exemplos na literatura para entender o que funciona melhor em cada caso. Ainda tem alguma dúvida sobre como escrever diálogos? Conte para a gente nos comentários!

 
 

Como escolher um bom título para o seu livro

Escolher um bom título para um livro não é tarefa a All JerseySport ser menosprezada. Além de simplesmente “resumir a ideia principal”, como aprendemos na escola, um bom título precisa atrair leitores, cativá-los, impressioná-los, ajudar nas vendas e mesmo facilitar a memorização do nome da obra. Não estamos tratando de uma simples redação, mas do seu livro, que precisa circular nas mãos www.alljerseysports.com dos leitores. Trazemos então algumas dicas que podem auxiliar você nesta tarefa delicada e definidora: escolher um título de livro. 

Releia e observe se o título já está lá

É bastante comum que os escritores encontrem seus títulos depois da escrita do livro. Relendo tudo, vasculhando aqui e ali, com um olhar aguçado para boas palavras, frases e expressões, é bastante provável encontrar o título em meio ao próprio texto. Muitos Philadelphia Eagles jerseys casos são assim e rendem boas histórias. A ideia é terminar o texto, relê-lo com atenção e procurar elementos que possam ser levados direto para a capa.

Pense no efeito que quer obter

O que você quer com o título? Resumir a ideia principal pode ser uma boa porque é linear. Dependendo do gênero da sua obra, pode ser mais interessante que ela diga logo a que veio, o que quer dizer, que tema aborda, sob que ângulos. Não hesite então em dizer Indianapolis Colt jerseys ao leitor, logo no título, de que trata o livro. É uma estratégia bem comum, por exemplo, em livros técnicos ou em autoajuda, que procuram entregar ao leitor a ideia principal: “X dicas para enriquecer” ou “Mapeamento da literatura brasileira”. Mas se a ideia é Buffalo Bills jerseys não revelar, aí tudo muda de figura. Em alguns casos, o suspense funciona melhor e atrai mais do que aquela história do resumo. Daí parte-se para o nome de um personagem (que tal “Dom Casmurro” ou “Madame Bovary”?) ou para alguma insinuação que deixe o leitor curioso (“A trégua” ou “Cem anos de solidão”?).

Consulte leitores

Pode ser interessante pedir que algumas pessoas de confiança leiam seu livro para ajudar a batizá-lo. Se houver pessoas interessadas e conhecedoras do seu tema, melhor ainda. Pode ser que alguém consiga perceber algo ou ter insights que o próprio
Tennessee Titans jerseys autor não tem. Essa colaboração é preciosa. Muitos livros tiveram seus nomes iniciais alterados por pessoas que tinham um pouco mais de senso de marketing. E funcionou. 

Pense no impacto causado pelo título

É difícil medir o impacto que o título do livro terá, mas algumas coisas são previsíveis. Evite, por exemplo, nomes muito compridos. Eles são difíceis de memorizar e até de compreender. Escapam do esquecimento alguns títulos que se transformam em apelidos, mas os nomes longos costumam desanimar. Se a obra for acadêmica, pode até ser que passe, mas na literatura e em outros campos, é melhor escolher um título direto e conciso. 

É claro que há muitos exemplos e vários contraexemplos nessa história dos títulos de livros. Há um livro do premiado Gabriel García Márquez que nos faz repensar a necessidade de concisão: “A incrível e triste história da Cândida Erêndira e sua avó desalmada”. No entanto, pode perguntar por aí: este livro se transformou na simples “Cândida Erêndira”, ficando o restante para leitores mais dispostos. Enquanto não se é um Nobel de Literatura, é bom ir pensando em títulos fáceis, memorizáveis e que cumprem o que prometem. 

E então, o que achou do nosso post? Deixe um comentário e participe da conversa!

Aprenda a superar um bloqueio criativo

Um bloqueio criativo ao escrever um livro surge por inúmeros motivos. Muitos escritores sofrem do problema por medo de críticas ao colocarem o seu trabalho na rua. Também pode ocorrer devido a um perfeccionismo extremo, que impede qualquer obra de ser terminada. Mas a explicação talvez seja mais simples — pode ser que você não esteja no momento certo para progredir, pois suas ideias precisam amadurecer e se desenvolver.

O que fazer, então? Para ajudar você a resolver essa situação, reunimos, no post de hoje, algumas dicas rápidas e muito eficientes na hora de resolver esse problema. Confira!

Troque de ares

Isto é algo pequeno e que pode ter um efeito determinante para você se livrar de um bloqueio criativo. Ao trabalhar sempre no mesmo lugar e se envolver com as mesmas coisas no dia a dia, fica faltando o estímulo vindo do inédito. Portanto, dê uma pausa e vá passear em um lugar aonde você nunca foi.

Elimine as distrações

Elas são inimigas da produtividade e podem impedir que você consiga desenvolver as ideias de que precisa. Então, certifique-se de colocar o celular no modo silencioso e se livrar das notificações que possam aparecer no seu computador. Sempre que possível, deixe a internet desligada enquanto trabalha. Se você perceber que trabalha em um lugar ou horário com muitas distrações, faça os ajustes necessários.

Escreva sem propósito

O simples ato de escrever é algo que ativa a criatividade, mesmo que não tenha nada a ver com o que você precisa produzir. Abra um novo documento e escreva o que lhe vier à cabeça! Faça isso todos os dias e você vai perceber que sofrerá cada vez menos com bloqueios criativos, já que a escrita irá se tornar algo bem mais natural.

Leve um caderno sempre com você

Nunca se sabe quando uma ideia incrível vai surgir! E quando isso acontece, a pior coisa é tentar confiar na memória e, quando chegar a hora de resgatar seus pensamentos, não conseguir lembrar de nada. Leve sempre um pequeno caderno com você e anote tudo o que achar importante. Isso vai diminuir substancialmente o número de ideias perdidas e, assim, diminuir a força de eventuais bloqueios criativos.

Crie listas ou mapas mentais

Você já deve ter percebido que a escrita é a solução para o bloqueio criativo, não é? Então, outra sugestão para escapar deles é criar listas de assuntos variados, ou planejar o que você precisa escrever, explorando todas as possibilidades do tema com um mapa mental que explora seus diferentes aspectos. Ele vai servir para combinar ideias e redescobrir velhos conceitos através de novos ângulos.

Não espere pela inspiração

Este é um hábito que torna o processo de escrita bem passivo e pode contribuir imensamente para que o seu bloqueio criativo permaneça. Inspiração nada mais é do que usar as referências que você já possui em favor do trabalho que você precisa produzir. Portanto, não se trata de esperar a inspiração: vá atrás dela!

Ao seguir nossas dicas, você terá condições de se livrar do bloqueio criativo e se certificar de que ele não apareça mais. Que outros métodos você conhece para escrever melhor? Tem outras dúvidas sobre o assunto? Compartilhe com a gente nos comentários!

 

9 formas de começar a escrever um livro

Muitas vezes, alguém tem uma excelente ideia na cabeça mas não sabe exatamente como começar a escrever um livro, pois tem dificuldade em materializar os pensamentos para transformá-los em um bom conteúdo. Assim, a primeira linha ou o primeiro parágrafo de uma obra podem demorar anos para serem escritos.

Começar uma narrativa com o famoso “Era uma vez…” até pode funcionar, mas, dependendo do gênero, não vai ser suficiente. Então, que atitudes o escritor pode tomar para iniciar seu escrito?

No post de hoje, apresentamos algumas formas de começar a organizar suas ideias no papel. Continue a leitura para saber mais!

1. Não comece pelo começo

Este conselho pode parecer estranho, mas não é. O desenvolvimento da versão oficial do livro dificilmente se dá na primeira tentativa. Isso porque as reescritas costumam ser tantas que podem surgir várias mudanças até que a obra seja finalizada.

E, dependendo do gênero literário, não adianta mesmo querer começar pelo começo! Um livro de poemas, por exemplo, pode ser reestruturado várias vezes até que se decida qual poesia é ideal para iniciar a obra.

Já as primeiras páginas de um romance dependem de muitos fatores: pode ser que você decida contar a história cronologicamente; depois, percebe que é possível criar um mistério inicial que será explicado mais para frente; ou quem sabe decide começar revelando um acontecimento impactante!

O ideal é montar um esqueleto dos acontecimentos do livro para poder testar alternativas de início, assim você consegue definir melhor como construir a introdução da história.

2. Comece pelo protagonista

Muitos escritores profissionais iniciam a escrita de suas narrativas pela construção do protagonista. Isso é válido porque, dependendo do perfil da personagem principal, você define qual caminho seguir. Com o protagonista constituído, você consegue pensar qual fase da vida dele o livro vai abordar, por exemplo, e isso te ajuda a montar o eixo da história.

Se seu livro tiver um protagonista adulto, ele poderia começar com uma fala enigmática ou em uma cena de crime — mas é claro que isso vai depender muito de o que você quer contar a respeito dessa personagem e, principalmente, do gênero literário que você está criando.

3. Defina o gênero e tema da obra

Ter um gênero literário em mente ao começar a escrever é fundamental, pois isso faz com que você decida diversos aspectos da obra, como:

  • tamanho (quantidade de páginas) do livro;

  • se contará uma história única ou se será uma coletânea;

  • quais temas serão abordados e como abordá-los.

Para saber qual gênero combina com seu conteúdo, é fundamental conhecer os tipos de textos existentes: romances de aventura, policial, ou de fantasia; poemas; crônicas; contos; estudos acadêmicos; manuais técnicos; materiais didáticos… São muitos os gêneros existentes!

Para compreendê-los, nada melhor do que ler obras de cada tipo e perceber suas características. Uma dica válida é desenvolver seu texto de acordo com o gênero que você mais gosta. Assim, pode ser que sua escrita flua melhor, já que você conhece bem como esse gênero funciona.

A mesma dica é válida na hora de definir o tema: quanto mais afinidade você tenha com o assunto a ser abordado no livro, melhor. Escrever sobre o que você gosta, ou sobre algo que domina, é prazeroso para você mesmo e aumenta as chances de os leitores gostarem do texto, pois eles vão se dar conta de que o livro foi feito com expertise e qualidade.

4. Pense no público-alvo

Por falar em seus leitores, a escolha dos temas e do gênero também está intrinsecamente ligada a eles. Por isso, imagine o perfil de uma pessoa que represente o seu leitor ideal: pense na idade, sexo, crenças e gostos pessoais. A partir disso, sempre que escrever algo, avalie se essa pessoa se interessaria pelo gênero literário, pelos temas abordados e se a linguagem está adequada a ela.

Analise, também, pesquisas sobre os perfis dos leitores. Se você acha um dado que diz que 80% dos jovens de 12 a 16 anos não gostam de poesia, e seu público-alvo é justamente esse, você já sabe em qual gênero não vale a pena investir. Mas, se você for ousado e, assim mesmo, quiser escrever poesia para jovens, pode desafiar-se a construir os textos tentando conquistar esse público.

5. Atente-se a frases inquietantes

Não é difícil ouvir escritores relatarem que começaram um romance com uma frase que escutaram em um ônibus ou metrô. Eles ouvem algo quando passam por uma rua e pronto: aquela frase fica na memória. O autor pode até anotá-la — ou simplesmente decorá-la — e trabalha a partir dela.

Por falar em anotar, é válido ter um bloquinho com você, no qual possa escrever o que vai ouvindo na sua rotina, ou para registrar uma ideia que surja de repente — especialmente se você tem memória fraca.

O que é dito por outras pessoas pode despertar um argumento, um parágrafo ou, até mesmo, um livro inteiro. Por isso, fique atento: as conversas e frases ao seu redor podem ser uma fonte infinita de inspiração!

6. Inspire-se também no que você observa

Escritores costumam estar atentos a acontecimentos sociais, políticos, histórico ou banais, e isso faz deles bons observadores. Assim como as frases ouvidas por aí, uma situação vivida ou observada — ou mesmo inventada, mas inspirada na realidade — pode ser o começo da construção de uma boa história.

Um tempo depois, essa observação transforma-se em um roteiro ou um esboço dentro da sua cabeça e, quando você se dá conta, já está com o poema, romance ou conto completamente articulado.

7. Esteja em contato com outros textos

É quase impossível ser totalmente original. Muitas histórias de sucesso são inspiradas não só em fatos cotidianos, mas em leituras de outras narrativas, matérias de jornais ou revistas, roteiros de TV ou cinema etc. E não há problema em buscar inspirações em modelos como esses!

O que interessa é formar um bom repertório de fatos, tanto verossímeis quanto absurdos, a partir dos quais você terá referências para enriquecer sua obra. Mas lembre-se: inspirar-se não significa plagiar (copiar totalmente as ideias). Na verdade, a leitura serve de fonte de aprendizado para um escritor. Foi inspirando-se em outros textos que muitos tiveram ideias que viraram obras interessantíssimas.

Um bom exercício nesse sentido (para inspirar-se em outras obras) é observar como esses textos começam, quais são suas frases iniciais e como elas prendem o leitor assim que ele inicia a leitura.

8. Leia também sobre técnicas de escrita

Conhecer a teoria por trás da escrita também é importante para um escritor que deseja ter um livro publicado. É por isso que vale a pena não somente ler textos para familiarizar-se com os gêneros literários, mas também entender a estrutura de cada gênero e estudar técnicas de escrita.

Com isso, busque por literatura especializada e até mesmo por atividades práticas. Você pode se valer de:

  • manuais de redação;

  • dicas sobre gramática e ortografia;

  • exercícios de criação literária;

  • estruturas de cada gênero;

  • cursos de redação literária/científica/jornalística etc.

9. Não abra mão da revisão e edição

No processo de escrita, extrair as ideias da cabeça para o papel é a questão principal. Com isso, é normal que a correção gramatical e a coerência sejam negligenciadas. Apesar disso, você não pode se esquecer por completo desses aspectos. É preciso, sim, submeter seu texto a uma edição e revisão.

Após escrever as primeiras páginas, deixe o texto de lado e retome-o após alguns dias para fazer uma leitura focada em identificar erros de gramática e ortografia, e para verificar se não há contradições ou trechos incompreensíveis.

Idealmente, alguém mais deve fazer essa leitura crítica do seu texto, preferencialmente um editor e um revisor profissionais. Se um especialista puder ajudar, desde o princípio, com a melhoria do seu texto, isso aumentará consideravelmente a chance de você finalizá-lo com qualidade antes de publicá-lo.

É com a prática que cada pessoa descobre como começar a escrever um livro, mas esperamos que as dicas deste texto facilitem seu processo de criação. Se o seu problema não diz respeito a como começar a obra, mas sim a como não se perder na hora de redigir o texto, sugerimos que você conheça nossas 4 dicas de redação para escrever um livro!