A literatura infantil brasileira acaba de ganhar um novo personagem cheio de carisma e significado: o Macaco Vermelho. Criado inicialmente para encantar as filhas do autor Anderson Fábio Alves, o personagem agora chega ao público em forma de livro com o título Era uma vez um macaco vermelho: Histórias para contar e sorrir, trazendo valores como amizade, empatia e resolução de conflitos de maneira lúdica e acessível às crianças.
Nascido em Manaus e criado no interior do Pará, Anderson Alves sempre esteve cercado pela natureza e pelos livros. Ainda jovem, mudou-se com a família para Minas Gerais, onde vive até hoje.
Formado em Direito e atuando no Tribunal de Justiça em processos ligados à família e à infância, ele encontrou na contação de histórias uma forma de unir sua profissão com sua paixão pela literatura. Em escolas, bibliotecas e instituições, já abordou com crianças temas como bullying, violência contra a mulher, adoção e a importância da educação.
Era uma vez um macaco vermelho: Histórias para contar e sorrir reúne quatro aventuras protagonizadas pelo Macaco Vermelho, personagem inspirado nos animais da Floresta Amazônica e nas lembranças de infância do autor.
Inicialmente contadas de forma oral, as histórias foram depois registradas em livro, preservando o ritmo da contação e explorando rimas e situações do cotidiano infantil, como brincar, escovar os dentes, ir à escola ou se aventurar com os amigos.
Mais do que entreter, a obra foi pensada como uma ferramenta terapêutica. A pedido de psicólogos que acompanharam o processo, cada história traz um espaço dedicado a pais e professores, com sugestões de temas que podem ser trabalhados junto às crianças.
As primeiras histórias surgiram no ambiente doméstico, como uma brincadeira para alimentar a imaginação das filhas. Com o tempo, elas ganharam uma função social importante: acolher crianças em situação de vulnerabilidade que chegavam ao fórum em razão de conflitos familiares.
“Essas crianças se sentiam acolhidas e se sensibilizavam com os valores transmitidos pelas histórias”, conta Anderson Alves. O que começou como uma memória afetiva de família transformou-se, assim, em um projeto maior: compartilhar as aventuras do Macaco Vermelho com leitores de todo o país.
O trabalho de escrita foi minucioso, buscando manter a musicalidade da contação oral. Em seguida, veio a parceria com a ilustradora, que deu vida ao Macaco Vermelho e aos outros personagens, explorando cores vibrantes e referências à natureza amazônica.
“O mais importante foi garantir que as ilustrações também ajudassem a contar a história, reforçando a atmosfera lúdica e infantil”, explica o autor.
Publicar Era uma vez um macaco vermelho: Histórias para contar e sorrir é, para Anderson Alves, a realização de um sonho antigo: o de eternizar as histórias inventadas dentro de casa. Inspirados em familiares, conhecidos e lembranças pessoais, os personagens ganham agora espaço para encantar muitas outras famílias.
“Espero que as histórias do Macaco Vermelho ajudem as crianças a descobrirem o prazer da leitura e construam memórias afetivas que fortaleçam laços de autoestima, confiança e harmonia”, afirma.
Como mensagem final, Anderson Alves deixa um convite:
“Recebam essas histórias como um presente da minha família para a sua. Contem histórias, incentivem seus filhos a criar as próprias. Quem sabe, no futuro, a sua família também não terá escritores, ilustradores e contadores de histórias?”
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