Leandro Luiz  lança romance sobre maior acidente do mundo com fonte radiológica

O autor Leandro Luiz é doutor em Física e agora lança a obra “CAESIUM: Goiânia, 1987”. No livro, Leandro aborda uma emocionante história de amor entre uma profissional da área de saúde e um jovem físico, no ambiente do maior acidente do mundo com fonte radiológica, que ocorreu aqui no Brasil, em Goiânia, com o césio-137. Na obra, o autor reforça que teve o cuidado de usar o relatório da própria Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) como referência. 

Em entrevista ao Blog Autografia, Leandro conta mais sobre sua trajetória e sobre o tema do livro: “ Nasci em Campo Grande, no subúrbio do RJ. Sou o segundo filho de uma família humilde. Minha mãe, também carioca, Georgina (In Memoriam), do lar e diarista me deu os primeiros ensinamentos, me incentivando a desenhar, ler livros e revistas que ganhava das casas em que fazia faxina.”

“Meu pai, nordestino, operário da construção civil, mesmo sem nenhum estudo incentivava os seus filhos a estudarem. Lembro-me até hoje, do ‘dinheiro suado’ que ele me deu para comprar meu primeiro livro na faculdade. Segundo minha mãe, eu aprendi a ler sozinho, entrando com seis anos, já sabendo ler na primeira série”, conta.

“Sempre estudei em escolas e universidades públicas, no segundo grau, tive um professor de literatura, José Geraldo, que nos incentivava constantemente a leitura de clássicos da literatura. Acredito que ali começou minha paixão pela escrita”, relata.

“Neste colégio, Raja Gabaglia, fui apresentado à Física, de maneira mais completa e me apaixonei pela área. Cursei a graduação em bacharelado e licenciatura plena em Física na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, aonde me interessei pela Física Nuclear”, afirma.

“Então, fui fazer o mestrado em Engenharia Nuclear na COPPE/UFRJ. Lá pude conhecer e trabalhar com diversos profissional que inclusive estiveram em Goiânia, na época do acidente com o césio-137. Foi um aprendizado entanto. Terminei o mestrado e prestei concurso para professor substituto de uma universidade federal no RJ, fui aprovado e fiquei por lá dois anos, ensinando e orientando alunos”, diz.

“Nesta mesma época, fui selecionado para trabalhar em uma faculdade privada no RJ, Faculdade Bezerra de Araújo, aonde leciono até hoje, para os cursos de Farmácia e Enfermagem e oriento alunos em seus TCC e Iniciação Científica. Buscando me inspirar mais, fui respirar os ares das Minas Gerais, então ingressei no doutorado em Física na Universidade Federal de Juiz de Fora, após o término fui convidado a fazer um pós-doutorado pela mesma”, conta.

“Neste período acadêmico publiquei dezenas de artigos com centenas de citações, mas sempre quis que o meu conhecimento fosse mais acessível, então resolvi escrever livros didáticos na área de radiação, e após o sucesso dos mesmos, pensei: Por que não escrever um livro de ficção, romance que envolva radiação. Assim, nasceu CAESIUM”, relata.

“Em relação aos conceitos que envolvem radiação, uma obra de fácil leitura, rápida e objetiva. Já o romance, uma obra que vai te prender, você vai terminar um capítulo, já querendo ler o outro, e quando terminar o livro irá ficar com gostinho de quero mais rsrsrsrs”, brinca.

“O livro é dividido em oito capítulos, aonde um destes é dedicado à explicar sobre o acidente com o césio-137, embora seja um livro de ficção, neste capítulo tive o cuidado de usar o relatório da própria Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) como referência”, afirma.

“Então, o leitor estará lendo um livro de ficção/romance e também agregando conhecimento, deste fato histórico que ocorreu no Brasil, em 1987. O livro aborda uma emocionante história de amor entre uma profissional da área de saúde e um jovem físico, no ambiente do maior acidente do mundo com fonte radiológica, que ocorreu aqui no Brasil, em Goiânia, com o césio-137”, completa o autor.

As inspiração para Leandro escrever o livro veio de doramas e também sempre pautada pela sua vontade de deixar uma mensagem aos leitores: “ Me inspirei em doramas (séries produzidas em países asiáticos).”

O autor ainda conta um pouquinho mais para nós sobre o processo de produção do livro: “Foi muito interessante, pois eu havia terminado de escrever um livro didático de Física, com quase 400 páginas. Isto foi em meados de dezembro. Para me distrair um pouco, pensei em continuar o meu primeiro livro de romance, um livro que estava por terminar”.

“Mas após assistir um dorama, ‘Pousando no Amor’, que mostra uma linda história de amor, em meio ao caos, pode-se dizer, pensei em escrever algo novo, envolvendo um fato histórico e a minha área. Então, surgiu a ideia de falar sobre o acidente com o césio-137. Fiquei super empolgado, e no recesso do final do ano, escrevi em 5 dias este livro, do dia 26 a 31 de dezembro”, conta.

Para Leandro, publicar o livro traz imensa alegria e a satisfação de meta alcançada com muita persistência: “Muito boa, pois ela está sendo apresentada também para um público novo, dos livros de ficção. Tenho ficado muito feliz com o feedback obtido, você acredita que uma leitora de MG sugeriu que o livro poderia virar filme ou série?”, nos conta o autor.

“Outro leitor, agora do CE, pediu continuação. Teve um leitor do RN, que sugeriu que eu escrevesse uma coletânea, e que me aprofundasse na vida acadêmica dos personagens. Isso é muito legal. Isso é muito legal, o pessoal tem se emocionado já no primeiro capítulo. Já estou com as ideias formadas na cabeça para atender o pedido dos leitores e produzir algo novo relacionado ao CAESIUM”, conta.

“Sim! Muito obrigado por terem lido esta matéria, se puderem me sigam em minhas redes sociais, FACEBOOK: livroleandroluiz, INSTAGRAM: livroleandro, YOUTUBE: livroleandro para vocês terem acesso à conteúdos e também aos próximos livros que irei lançar”, diz.

“Ah, os meus livros estão todos disponíveis em e-books, nas mais diversas plataformas, e vocês podem ler gratuitamente pelo Kindle Unlimited. Tenho a certeza de que vocês irão se emocionar e apaixonar por esta história. Me respondam uma pergunta? O maior acidente com fonte radioativa do mundo pode unir duas pessoas? Para saberem a resposta, leia CAESIUM: Goiânia, 1987. Abraços e Paz!”, finaliza.

O livro “CAESIUM: Goiânia, 1987” está à venda em nossa loja online, fique de olho em nossas redes sociais e adquira o seu exemplar clicando aqui

Laércio Majadas lança obra literária de poesia que visita a metafísica

O autor Laércio Majadas é médico e apaixonado pela natureza e pescaria e agora lança a obra “Retratos Imprecisos”. No livro, Laércio visita a metafísica, a natureza brasileira e a cruel realidade de uma sociedade dividida, presa fácil para o discurso falso dos profetas. Na obra, o autor reforça que flertou com o caos. Após dois anos de afastamento, medo e dor…muita dor.

Em entrevista ao Blog Autografia, Laércio conta mais sobre sua trajetória e sobre o tema do livro: “Tenho 57 anos, natural de Goiânia, capital do estado de Goiás, casado e pai de dois filhos. Médico e apaixonado pela natureza e a pescaria. Ensaiei meus primeiros versos aos 14 anos, incentivado pela minha mãe, Wânia Majadas, doutora em Literatura, vítima da Covid-19 a uma semana da chegada da vacina. Publiquei meu primeiro livro, ‘Pescador de Mim’, em 2010, pela editora Kelps da capital goiana”.

“Obra literária de poesia que visita a metafísica, a natureza brasileira e a cruel realidade de uma sociedade dividida, presa fácil para o discurso falso dos profetas. Sendo meu segundo livro, Retratos Imprecisos nasceu, há dez anos, no cotidiano e flertou com o caos. Dois anos de afastamento, medo e dor…muita dor”, conta.

“Não bastasse a atmosfera estranha e negra, éramos um país à deriva, em um processo desenfreado de desconstrução. A poesia mostrou sua força para resistir aos momentos mais críticos. A obra está dividida em duas partes: Aquarelas do Dia e Esboços à sombra. As partes se completam e se misturam”, diz.

As inspirações para Laércio escrever o livro foram diversas e também sempre pautadas pela sua forma de enxergar a vida, engatilhadas pela inquietação existencial: “Inspirações diversas, sempre pautadas pela minha forma de enxergar a vida, engatilhadas pela inquietação existencial. O cotidiano ferve em meus versos”. 

O autor ainda conta um pouquinho mais para nós sobre o processo de produção do livro: “O livro foi construído no ritmo das inspirações, sem alarde. Tive a valorosa contribuição de minha mãe, Wânia Majadas e do poeta e amigo Edmar Guimarães. O designer José Carlos, responsável pela diagramação, capa e ilustrações, minha filha, a jornalista Bárbara Majadas e Zuleika Santos Andrade na revisão ortográfica.” 

Para Laércio, publicar o livro traz imensa alegria e a satisfação de meta alcançada com muita persistência: “ A sensação principal é de sobrevivência. Depois dos acontecimentos trágicos desses últimos anos em nosso país e no mundo, sair vivo e publicando um livro de poesias do outro lado do túnel, é alentador. A expectativa é que o livro alcance o maior número de pessoas, de todas as idades, raças e escolhas pessoais. Em momentos sombrios, apenas as artes nos proporcionam coerência e equilíbrio. Não se abdiquem de apreciá-las”.

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Gonzalo Bolliger lança obra em que aborda conflito do eu com o mundo

O autor Gonzalo Bolliger é formado em Letras na USP, trabalha como professor de Espanhol e com traduções, é apaixonado por literatura e música, principalmente rock e agora lança a obra “Rumo ao âmago da própria voz”. No livro, Gonzalo aborda muitos temas. O principal talvez seja o conflito do eu com o mundo e como o eu percebe o mundo. Na obra, o autor reforça que é um livro, na sua perspectiva, ao mesmo tempo colorido e sombrio.

Em entrevista ao Blog Autografia, Gonzalo conta mais sobre sua trajetória e sobre o tema do livro: “Comecei a escrever cedo, desde meus 14 anos, e terminei meu primeiro livro ‘Poemas Esparsos’ aos 18. Depois escrevi este livro: o poema extenso ‘Rumo ao Âmago da Própria Voz’ (o qual comecei em 2008 e terminei em 2018; e estou publicando agora pela Autografia)”.

“E o volume conceitual de contos, novelas e romances; ‘As Realidades Invisíveis’ (escrito de 2015 a 2018; publicado agora também pela Autografia). Nunca pensei na arte como uma evolução de uma voz pessoal e sim mais como um leque quase infinito de possibilidades, em que cada livro pode ter uma voz própria”, conta.

“Assim, o ‘Rumo ao Âmago da Própria Voz’; tem uma alma; ‘A Melancolia’ (que é outro livro de poemas vou lançar este ano) tem outra; e ;’As Realidades Invisíveis’, uma completamente diferente. Para mim o mais importante sempre foi adaptar a forma ao espírito da obra e, dessa forma, expressar com mais acuidade o que se quis expressar”, diz.

“E o que me levou a escrever? A necessidade de expressar tanto o meu mundo interior, como aquele que chega do mundo de fora e as fantasias da mente. Como curiosidades bibliográficas: nasci no Peru mas moro desde os 4 anos no Brasil; passei a maior parte em Campinas, mas nos meus 20 morei muitos anos em São Paulo”, relata.

“Estudei Letras na USP, onde por inércia demorei vários anos para me formar e esse, para bem e para mal, foi o tempo em que vivi mais intensamente; além de escritor, trabalho como professor de espanhol e com traduções; ao contrário de muitos artistas contemporâneos, não tenho interesse por seguir carreira acadêmica; quase nunca participo de concursos literários”, afirma.

“Sou apaixonado por literatura e música, principalmente rock; gosto de saber sobre diversos assuntos como psicologia, biologia, história, antropologia etc; não sigo em meus escritos o politicamente correto; mas que fique claro que sou de esquerda; sou introvertido com aspectos extrovertidos; meu sonho de vida era conhecer todos os tempos e lugares e seres e tudo o que existe e não existe neste mundo”, conta.

“Tenho complexos em relação à minha infância, à passagem do tempo e à morte; em vários aspectos odeio a sociedade em que estamos; sou uma máquina de ter crises, fantasiar e elaborar poemas e histórias”, diz.

“Imagino que seja um livro forte para muitos leitores, difícil de compreender para alguns, e ambos para outros. A minha recomendação é que leiam o livro de começo ao fim, em sequência, se possível em uma única leitura, como se estivessem escutando um disco de rock num aparelho de vinil e em volume bem alto”, relata.

“Tudo isso nessa primeira leitura sem se preocupar se estão entendendo ou não, só sentindo as imagens, a sonoridade, o seu fluxo e o que tudo isso provoca e remete para você. O livro é dividido em: um extenso poema um prosa que funciona como abertura e que fala que o personagem adormeceu aos quatro anos, só acordando por volta dos 24”, conta.

“Isso está um pouco implícito demais nesta primeira edição, na segunda vou deixar mais evidente); e cinco painéis do espírito humano, os quais constituem a jornada do eu-lírico enquanto estava adormecido. Cada painel, por sua vez, varia em relação ao outro; principalmente no que diz respeito à relação do eu com o mundo, talvez o tema central do livro”, afirma.

“O primeiro painel ‘Arte e Loucura’ é mais intimista e aborda temas como o passado, a infância, como em ‘Peregrinação’, a melancolia, a ambição e a solidão dela inerente, como em ‘Os Delírios de Narciso’, o tempo e a sensação de desagregação do ser e distância em relação à realidade, como em ‘O Arco-íris Negro’ além dos temas citados no título, a arte e a loucura”, diz.

“No segundo painel ‘Feitiços’ o eu entra em contato com a sociedade. Mas, a sociedade é sentida de forma distorcida/fantasiosa e é vista como um castelo onde há vários personagens. Nessa parte, há várias metáforas/imagens de teor antigo que expressam elementos do mundo que vivemos hoje em dia, como a futilidade, o materialismo e a sensação e vazio, como em ‘O grande teatro das ilusões perdidas’ ”, relata.

“No terceiro painel ‘Cátedra’ o ser se isola em seu mundo novamente. Essa parte é a mais depressiva e escura. Mas, ao contrário do que acontece na maioria do primeiro painel, não em todo o primeiro painel, pois o poema ‘O Arco-íris negro’ também funciona parecido aos poemas do ‘Cátedra’, os poemas são em si menos ligados diretamente ao Eu, ou seja, a maioria não está na primeira pessoa. O que aumenta a sensação de desagregação e escuro, como no poema ‘Cátedra’ e no Os Mosaicos Eternos’ ”, afirma.

“No quarto painel ‘As Cidades Desertas da Alma’, o Eu vai de novo para a sociedade e dessa vez ela aparece de forma um pouco menos fantasiosa/distorcida, já que aparece como cidades; como o eu acordando em uma cidade. Nessa parte o personagem vai sentindo a realidade de forma aflitiva, junto tanto a elementos mitológicos como Pandora ou mais modernos como a estação ferroviária ou uma televisão gigante”, conta.

“Essa parte começa na manhã no primeiro poema, avança até a noite ‘Noite de Insônia 1104’, vai para a manhã de novo e assim segue. Aparecem temas como: a sensação de exilio em relação à sociedade ‘Exílio’ e ‘In The Wonderland’; a ambição ‘O epitáfio da estátua’; a história da humanidade, seus mitos e a morte ‘A Caixa de Pandora’; a alienação das pessoas, como em ‘O epitáfio das cobaias’ “, diz.

“Além do drama existencial/psicológico/social de muitos dos seres que habitam a cidade e sua noite (‘Noite de insônia 1104’). A quinta parte ‘Rumo ao Âmago da Própria Voz’ e a descida final ao inconsciente, ao que seria seu ‘âmago’ e à desagregação do ser. É a parte mais onírica e surrealista do livro”, relata.

“O primeiro poema ‘Jenny segurou a minha mão…’ é uma verdadeira viagem por um pesadelo, o poema que começa por ‘É um corredor que jamais cessa …’ é o poema mais surrealista que já fiz; ‘Nos Pavilhões Vermelhos’ é ao mesmo tempo uma incursão oriental e uma viagem pelas fantasias e crises existenciais da infância”, afirma.

“E ‘O Âmago’ é meu poema preferido, não só deste livro como de todos que fiz, nele está a busca pela essência de si mesmo, uma busca que em geral traz mais fragmentos de lembranças da infância, sonhos, pesadelos, inconsciente, dando a impressão de que o âmago, em verdade não existe”, diz.

“Para os leitores atentos, logo após esse poema há umas partes em letra bem clara, os quais funcionam como fragmentos de sonhos/pesadelos. Esta obra aborda muitos temas. O principal talvez seja o conflito do eu com o mundo e como o eu percebe o mundo. Aí temos a busca pela essência de nós mesmos, a morte ou as várias formas de pensar o que há ou não há depois da vida, a infância, a melancolia, o vazio, a futilidade e o materialismo da sociedade, o vazio, os sonhos, os pesadelos, as visões fantasiosas da infância e da imaginação etc. É um livro, na minha perspectiva, ao mesmo tempo colorido e sombrio”, conta.

A inspiração para Gonzalo escrever o título do livro veio de um show de rock cover e também muito pautada na sua vontade de deixar uma mensagem aos leitores: “Antes do livro em si, ou seja, antes de 2008, eu tinha alguns poemas feitos que tinham outro espírito e estrutura dos poemas do meu livro ‘Poemas esparsos’ “.

“Esses poemas, mais outros que criei, vieram a compor a primeira parte do livro, que é o ‘Arte e Loucura’, o qual tem toda uma sequência dentro de si e que terminei em 2008. A partir disso, em 2008, já na universidade, tive a ideia de fazer mais quatro partes e fazer uma sequência unindo eles, cinco partes no total”, relata.

“E inclusive parte dos versos finais do livro remetem ao começo do livro, como se fosse um círculo. Depois, o último que adicionei ao livro foi o prefácio, que dá o sentido da obra. O título teve a ideia em um show de rock cover do Cream. Estava, ao ouvir música, imaginando versos e pensei no verso “rumo ao âmago da própria voz”, repetido de forma obsessiva três vezes. Isso usei no último poema do livro e depois escolhi também como título da obra’ afirma.

O autor ainda conta um pouquinho mais para nós sobre o processo de produção do livro: “O processo de escrita foi árduo. Foi difícil conectar as partes, manter o nível de qualidade ao longo de mais de 3000 versos e, ao mesmo tempo, deixar o livro com bastante diversidade. Absorvi elementos de várias culturas”.

“Por exemplo: mitologia grega; oriental como budismo e hinduísmo; animismo; elementos da idade média etc… E a influência de vários artistas e movimentos artísticos. Por exemplo: letras de rock, principalmente dos anos 1960 e 1970 como King Crimson, álbuns como’ In the Court of The Crimson King’, ‘Lizard’, ‘Red’, ‘Larks Tongue in Aspic’, Pink Floyd com o álbum ‘The Piper at the gates of Dawn’ ”, diz.

“Músicas como ‘Echoes’, ‘Set the Controls of the Heart of the Sun’ e ‘Eclipse’ etc, Yes e Cream, junto com recursos dessas músicas como a sua junção de imagens e cores; e poetas como T.S Elliot, Vicente Huidobro, o poema ‘Altazor’, Edgar Allan Poe, Lord Byron, o poema ‘Darkness’, Coleridge, o poema ‘Kubla Khan’, Blake, Roberto Piva, o livro ‘Paranoia’, Meng Chiao, o livro ‘Poemas Tardios’, Cesar Vallejo, Lautremond, Mallarmé, Baudelaire, Neruda etc”, relata.

“Alguns poemas fiz em uma vez por inspiração, outros fiz ao longo de um bom tempo e outros foi uma mistura desses dois processos. Outros inclusive fiz propositalmente para servir de sequência entre os poemas/ partes. Por exemplo, uma boa parte da segunda metade do poema ‘A Caixa de Pandora’ eu fiz aos meus 18 anos numa noite em que caminhava sozinho, e rascunhei tudo em um caderno”, conta.

“Ao longo dos anos seguintes fui completando o poema (incluindo a primeira metade e o que faltava da segunda) em parte por inspiração, mas uma boa parte também por tentativa e erro e por raciocínio; em geral diretamente no computador. Às vezes um dia completava um verso, em outro dois, outras completava um trecho mais por inspiração, e assim foi indo até terminá-lo por totalmente uns dois ou três anos depois”, diz.

Para Gonzalo, publicar o livro traz imensa alegria e a satisfação de meta alcançada com muita persistência: “A sensação de estar publicando este livro é de muita alegria e ansiedade, pois afinal foram dez anos (de 2008 a 2018) escrevendo-o; estruturando a sequência entre os poemas para que desse uma impressão de unidade narrativa, imagética e sonora; elaborando as imagens e poemas gráficos do livro; completando os versos que faltavam; revisando todas as partes etc”.

“Espero de tempos em tempos tirar novas tiragens e edições do livro, mesmo sendo algo muito caro, e poder difundi-lo pelo mundo porque é a obra minha que mais gosto. Também pretendo traduzi-lo a outras línguas como o espanhol e o inglês e difundir o livro nesses países”, conta.

“Espero que este livro algum dia seja considerado minha melhor obra. Considero meu livro mais ambicioso, completo e bem-acabado que fiz. Não é uma obra tão fácil, porque além de ser poesia (o que muitas pessoas já hoje em dia não leem), é um tipo de poema não muito comum para os leitores de poesia atual”, diz.

“Funciona como um poema longo e é muito simbólico, metafórico e imagético, o que faz que muitas pessoas tenham medo de não entender. Além disso, pega recursos da música dos 1960 e 1970, o que as pessoas que leem poesia em sua maioria estão pouco habituadas. Sem contar o fato do falar de temas algo pesados como morte, infância, melancolia, desagregação, o conflito do eu com a sociedade etc”, finaliza.

O livro “Rumo ao âmago da própria voz” está à venda em nossa loja online, fique de olho em nossas redes sociais e adquira o seu exemplar clicando aqui