Quando a consciência desperta: Datiary Santos compartilha sua história em livro

Com mais de dez anos de atuação na área comercial, passando por bancos, cooperativas e empresas de tecnologia, Datiary Santos construiu uma trajetória sólida em liderança de equipes, prospecção e fidelização de clientes e vendas de produtos e serviços financeiros. Essa vivência, aliada a um profundo processo de cura física e espiritual, deu origem ao livro Uma nova consciência, obra em que a autora compartilha sua jornada de transformação, fé e autoconhecimento. Na entrevista a seguir, a autora fala sobre sua trajetória pessoal e profissional, o processo de escrita do livro e o propósito que a move a levar consciência e cura a outras pessoas.

Esse chamado ganhou força há cerca de quatro anos, quando iniciou um intenso processo de cura física e emocional. A aproximação com as terapias holísticas aconteceu de forma natural, em meio a questionamentos profundos sobre a vida e o próprio caminho. Em 2022, a descoberta de um tumor maligno mudou completamente sua rota. “Foi um momento de ruptura. Precisei pausar projetos, abandonar a psicologia naquele momento e voltar toda a minha atenção para o tratamento médico e espiritual”, relembra.

A experiência com a doença se tornou um divisor de águas. Ao longo do tratamento, aprofundou seus estudos em terapias holísticas, concluiu formações e passou a atuar com Reiki e outras técnicas energéticas. A partir da própria vivência, criou um protocolo de 21 dias voltado à transformação pessoal e à expansão da consciência. “Esse processo ajuda as pessoas a reconhecerem e liberarem crenças e padrões que impedem a cura, o crescimento e a prosperidade”, explica.

Hoje, atua como terapeuta e mentora espiritual, conduz atendimentos individuais, vivências em grupo, cerimônias com o cacau medicinal e parcerias com empresas que desejam cuidar da saúde mental de seus colaboradores. Seu trabalho é voltado a quem sente que chegou a hora de viver com mais presença, consciência e autenticidade. “Meu papel é oferecer ferramentas e suporte para que cada pessoa se reconecte com quem realmente é”, afirma.

É dessa jornada que nasce o livro. A obra reúne cura emocional e física, espiritualidade e reprogramação mental, com o uso de decretos e afirmações positivas como ferramentas de transformação. A ayahuasca aparece como parte do processo de expansão da consciência vivido pela autora, descrita a partir de experiências pessoais profundas. “Não falo da medicina como algo externo, mas como um espelho que me ajudou a acessar verdades internas”, pontua.

Ao longo dos capítulos, a autora compartilha reflexões sobre crenças limitantes, fé, autoconhecimento e conexão com o sagrado, sempre a partir de uma espiritualidade livre de dogmas. “Eu falo de um Deus que habita em mim e em todos nós, uma presença que não aprisiona, mas liberta”, diz. Exercícios práticos e perguntas reflexivas convidam o leitor a participar ativamente do processo de transformação proposto.

A inspiração para escrever veio de vivências marcantes, como a perda de uma tia para o câncer e o próprio enfrentamento da doença. Após receber a confirmação médica da cura física, uma experiência espiritual intensa trouxe a clareza de que era hora de compartilhar tudo o que havia aprendido. “Eu senti que precisava deixar um legado, transformar a minha história em algo que pudesse servir outras pessoas”, relembra.

Escrito em um curto período de profunda entrega, o livro nasce como um testemunho de fé, cura e consciência. Mais do que contar uma história pessoal, a obra se propõe a acompanhar o leitor em seu próprio processo de despertar, oferecendo reflexões, práticas e uma nova forma de olhar para a vida.

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Autor reúne experiência em gestão de crises para analisar ameaças contemporâneas

Com mais de duas décadas de atuação nas áreas de Segurança, Inteligência e Gestão de Crises, o especialista Dr. Ricardo Giovenardi reúne experiência prática e pesquisa jurídica em uma obra voltada à compreensão e ao enfrentamento de ameaças complexas como o terrorismo, o crime organizado e os crimes financeiros.

Ao longo de 24 anos de carreira, o autor atuou em cenários corporativos de alta complexidade, investigando incidentes, estruturando protocolos de emergência e apoiando organizações em momentos críticos. Essa trajetória profissional, aliada à formação jurídica e ao contato com especialistas nacionais e internacionais, fundamenta a análise apresentada no livro. Segundo Giovenardi, o aprendizado obtido com profissionais de diferentes países foi determinante para a construção da obra, que busca contribuir de forma técnica e colaborativa para o debate sobre segurança global.

O livro propõe uma abordagem didática e aplicada, estruturada em quatro pilares: contexto histórico, fundamentos legais, mecanismos de prevenção e repressão, além de estudos de caso. A proposta é demonstrar como a Inteligência atua de maneira estratégica no combate a redes ilícitas e na prevenção de crises, conectando teoria, prática e análise geopolítica.

Um dos pontos centrais discutidos na obra é a relação entre desigualdade social, corrupção e criminalidade. O autor analisa como a corrupção enfraquece estruturas estatais, amplia a pobreza e cria condições favoráveis para o aliciamento por organizações criminosas e terroristas. Para Giovenardi, compreender esses fatores é essencial para fortalecer o investimento em segurança pública e proteger tanto a população quanto os profissionais que atuam na linha de frente.

“Cada recurso desviado pela corrupção aumenta a vulnerabilidade de quem trabalha para proteger a sociedade e compromete a segurança coletiva”, afirma o autor.

A motivação para escrever o livro surgiu da percepção de lacunas significativas, tanto em organizações públicas quanto privadas, no entendimento sobre crimes financeiros e redes ilícitas. O autor destaca que a ausência de uma cultura sólida de Inteligência, prevenção e compliance amplia os riscos institucionais e sociais, tornando o enfrentamento dessas ameaças ainda mais desafiador.

O processo de escrita envolveu pesquisa aprofundada, entrevistas com operadores e especialistas de campo, diálogo com autoridades e acompanhamento do cenário geopolítico internacional. Parte do conteúdo é baseada em situações reais vivenciadas pelo autor em contextos de crise, complementadas por pesquisa acadêmica e revisão técnica especializada, garantindo rigor conceitual e jurídico.

Ao final, o autor deixa uma mensagem direcionada a escritores e pesquisadores que desejam abordar temas sensíveis e de alta complexidade. Para Giovenardi, a escrita técnica exige responsabilidade, compromisso com a verdade e respeito ao impacto social do conteúdo produzido. Segundo ele, produzir conhecimento é também um ato de proteção coletiva, pois contribui para a formação de profissionais mais conscientes, críticos e preparados diante das ameaças contemporâneas.

“Escrever sobre segurança, Inteligência e criminalidade é assumir o dever de informar com seriedade, ética e profundidade. A palavra bem fundamentada pode prevenir riscos, formar consciências e fortalecer instituições”, conclui.

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“Memórias de um Passado”: um retrato sensível sobre dor, coragem e renascimento

A escrita sempre acompanhou Nanda Raupp, mesmo antes de ela perceber isso com clareza. Em conversa sobre sua trajetória, a autora conta que, desde muito jovem, encontrou nas palavras uma forma de interpretar o mundo e organizar sentimentos. Ela explica que, apesar de ter passado por áreas profissionais distintas, a escrita sempre a chamava de volta. “Foi como se eu precisasse me reencontrar comigo mesma”, diz. É desse retorno às próprias raízes que nasce Memórias de um Passado, seu primeiro livro.

Para Nanda, a obra é mais do que um romance: é um mergulho em cicatrizes, força e renascimento. Ela descreve Memórias de um Passado como uma narrativa que aborda o abuso, mas que coloca em primeiro plano a resistência e a reconstrução. O livro é dividido em etapas que acompanham o processo emocional da protagonista, passando pela negação, pelo silêncio e chegando à libertação. A autora comenta que cada capítulo “carrega uma emoção, uma lembrança e um avanço na jornada de cura”.

A inspiração surgiu da necessidade de dar voz a histórias frequentemente silenciadas. Nanda afirma que muitas pessoas vivem dores semelhantes e que desejava oferecer acolhimento por meio da escrita. “Eu queria que o leitor entendesse que, por trás da dor, existe sempre a possibilidade de recomeço”, destaca. Ela reforça que escrever também foi uma forma de dizer: você não está sozinha.

O processo de produção do livro foi intenso e, segundo ela, profundamente terapêutico. Revisitar emoções exigiu coragem, mas também trouxe clareza. Nanda fez questão de acompanhar cada etapa, da escrita à revisão, garantindo que tudo refletisse sua verdade. Embora tenha contado com suporte técnico de uma equipe editorial, ela ressalta que o conteúdo é totalmente autoral: “Escrevi com a alma e com o coração”, afirma.

Publicar Memórias de um Passado trouxe uma mistura de sentimentos. Nanda descreve a sensação como colocar “o coração nas mãos do mundo”. Entre o medo, o orgulho e o alívio, a expectativa da autora é que seu livro alcance pessoas que precisem dessa história, seja para se reconhecerem, se fortalecerem ou simplesmente se emocionarem. Para ela, o mais importante é que a obra seja sentida, não apenas lida.

Em sua mensagem aos leitores, Nanda deixa um recado de esperança. Ela afirma que nenhuma dor define quem alguém é e que sempre existe um caminho, mesmo quando tudo parece escuro. Se sua história conseguir acender uma pequena luz na vida de alguém, acredita que todo o processo já terá valido a pena.

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Novo volume de Guardiões dos Casulos é lançado; autora detalha escrita e inspirações

A autora Patrícia Oliveira acaba de lançar Os Guardiões dos Casulos II, sequência de sua obra de fantasia infantojuvenil, e conversou conosco sobre sua trajetória, o processo de escrita e o que os leitores podem esperar desta nova aventura.

Patrícia descreve sua jornada pessoal e profissional como “cheia de altos e baixos, mas mais baixos do que altos”. Apesar disso, foi nesse caminho, muitas vezes turbulento, que encontrou inspiração e motivação para seguir escrevendo e construindo seus universos literários.

Segundo Patrícia, Os Guardiões dos Casulos II é uma história “divertida e emocionante”. O livro é estruturado em duas partes principais: antes e depois do rapto da princesa Dara. Além da aventura central, a narrativa aborda temas que dialogam diretamente com o público jovem, como a transição da infância para a adolescência, a escolha de um caminho profissional e o surgimento dos primeiros amores, elementos que ampliam a profundidade da trama e aproximam os leitores dos personagens.

A motivação para escrever a sequência nasceu do desejo de dar continuidade ao primeiro volume da série. A autora revela que a vontade de expandir esse mundo e acompanhar o crescimento dos personagens foi determinante para que Os Guardiões dos Casulos II ganhasse vida.

Patrícia explica que todo o processo de produção, incluindo capa, diagramação e ilustrações, ficou sob responsabilidade da editora Autografia. A escrita, porém, foi inteiramente dela. A autora conduziu a construção da narrativa sozinha, do primeiro rascunho às versões finais, colocando no papel sua visão particular sobre o destino dos pequenos guardiões.

O lançamento trouxe à autora uma sensação “muito boa”. Patrícia destaca que espera “sinceramente que o livro tenha o reconhecimento que merece”, sentimento que não pôde vivenciar plenamente com a primeira obra da série. Para ela, esta nova etapa representa uma oportunidade de alcançar mais leitores e consolidar seu trabalho no universo da literatura infantojuvenil.

Patrícia deixa um recado direto para o público:
Que os leitores tenham curiosidade de conhecer seus livros, adquiri-los e mergulhar na leitura. “Eles são muito bons! Garanto que não vão se arrepender!”, afirma.

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“Violência não é destino”: obra de Vinicius Dutra Gonçalves busca conscientizar e encorajar mulheres a romper o ciclo do abuso

Com mais de uma década de experiência no combate à violência de gênero, o investigador da Polícia Civil do Estado do Paraná, Vinicius Dutra Gonçalves, lançou recentemente uma obra voltada para conscientização, informação e apoio às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Atuando desde 2011 na área investigativa e atualmente lotado na Escola Superior de Polícia Civil, o autor carrega em sua trajetória o compromisso de transformar sua vivência profissional em instrumento de proteção social.

O livro Manual de orientação às mulheres em situação de violência doméstica e familiar: a partir de um olhar policial foi pensado como uma ferramenta de fácil compreensão, que une conhecimento jurídico e orientação prática. Além de explicar os principais procedimentos adotados pela Justiça em casos de violência doméstica, a obra conta com um questionário que permite à leitora identificar em qual fase do ciclo da violência pode estar inserida. O objetivo é incentivar a autorreflexão e, sobretudo, encorajar a busca por ajuda.

“Meu propósito é que esse material seja um apoio não apenas informativo, mas também de fortalecimento. Quero que as mulheres entendam que não estão sozinhas”, destaca Vinicius Dutra Gonçalves.

A inspiração para escrever surgiu após inúmeras investigações de crimes relacionados à violência doméstica. “Percebi a necessidade de ajudar mais pessoas além da minha atuação como policial. O livro é uma forma de ampliar esse alcance, chegando a mulheres em diferentes lugares do Brasil”, explica.

A produção da obra levou um ano e meio de dedicação. O autor reuniu sua experiência de 15 anos no enfrentamento à violência de gênero com uma pesquisa detalhada sobre as principais infrações penais cometidas no ambiente doméstico. Durante esse período, também observou de perto o comportamento de agressores e vítimas, documentando em manuais pessoais que deram origem ao livro.

Para o investigador, publicar o livro é uma realização pessoal e profissional: “A sensação é de dever cumprido. Estou feliz em poder ajudar mais pessoas, seja esclarecendo a Lei Maria da Penha, seja encorajando a denunciar seu agressor.”

As expectativas agora estão voltadas para o futuro: Vinicius planeja realizar palestras sobre o tema, ampliando ainda mais o diálogo com a sociedade.

Ao encerrar a entrevista, o autor deixa um recado importante:
“Acreditem na justiça e numa vida livre de violências e abusos. Nessa luta, as mulheres não estão sozinhas. Há profissionais preparados e uma legislação que existe para protegê-las.”

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Era uma vez um macaco vermelho: Histórias para contar e sorrir — a estreia literária de Anderson Fábio Alves

A literatura infantil brasileira acaba de ganhar um novo personagem cheio de carisma e significado: o Macaco Vermelho. Criado inicialmente para encantar as filhas do autor Anderson Fábio Alves, o personagem agora chega ao público em forma de livro com o título Era uma vez um macaco vermelho: Histórias para contar e sorrir, trazendo valores como amizade, empatia e resolução de conflitos de maneira lúdica e acessível às crianças.

Nascido em Manaus e criado no interior do Pará, Anderson Alves sempre esteve cercado pela natureza e pelos livros. Ainda jovem, mudou-se com a família para Minas Gerais, onde vive até hoje.
Formado em Direito e atuando no Tribunal de Justiça em processos ligados à família e à infância, ele encontrou na contação de histórias uma forma de unir sua profissão com sua paixão pela literatura. Em escolas, bibliotecas e instituições, já abordou com crianças temas como bullying, violência contra a mulher, adoção e a importância da educação.

Era uma vez um macaco vermelho: Histórias para contar e sorrir reúne quatro aventuras protagonizadas pelo Macaco Vermelho, personagem inspirado nos animais da Floresta Amazônica e nas lembranças de infância do autor.
Inicialmente contadas de forma oral, as histórias foram depois registradas em livro, preservando o ritmo da contação e explorando rimas e situações do cotidiano infantil, como brincar, escovar os dentes, ir à escola ou se aventurar com os amigos.

Mais do que entreter, a obra foi pensada como uma ferramenta terapêutica. A pedido de psicólogos que acompanharam o processo, cada história traz um espaço dedicado a pais e professores, com sugestões de temas que podem ser trabalhados junto às crianças.

As primeiras histórias surgiram no ambiente doméstico, como uma brincadeira para alimentar a imaginação das filhas. Com o tempo, elas ganharam uma função social importante: acolher crianças em situação de vulnerabilidade que chegavam ao fórum em razão de conflitos familiares.

“Essas crianças se sentiam acolhidas e se sensibilizavam com os valores transmitidos pelas histórias”, conta Anderson Alves. O que começou como uma memória afetiva de família transformou-se, assim, em um projeto maior: compartilhar as aventuras do Macaco Vermelho com leitores de todo o país.

O trabalho de escrita foi minucioso, buscando manter a musicalidade da contação oral. Em seguida, veio a parceria com a ilustradora, que deu vida ao Macaco Vermelho e aos outros personagens, explorando cores vibrantes e referências à natureza amazônica.

“O mais importante foi garantir que as ilustrações também ajudassem a contar a história, reforçando a atmosfera lúdica e infantil”, explica o autor.

Publicar Era uma vez um macaco vermelho: Histórias para contar e sorrir é, para Anderson Alves, a realização de um sonho antigo: o de eternizar as histórias inventadas dentro de casa. Inspirados em familiares, conhecidos e lembranças pessoais, os personagens ganham agora espaço para encantar muitas outras famílias.

“Espero que as histórias do Macaco Vermelho ajudem as crianças a descobrirem o prazer da leitura e construam memórias afetivas que fortaleçam laços de autoestima, confiança e harmonia”, afirma.

Como mensagem final, Anderson Alves deixa um convite:
“Recebam essas histórias como um presente da minha família para a sua. Contem histórias, incentivem seus filhos a criar as próprias. Quem sabe, no futuro, a sua família também não terá escritores, ilustradores e contadores de histórias?”

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Literatura como acolhimento: Rosângela Galdino e Limeira lança seu primeiro livro infantojuvenil

A autora Rosângela Galdino e Limeira abre seu coração em sua primeira obra publicada, Dalila, a garotinha da roça que virou rainha, e nos convida a mergulhar em uma narrativa sensível, inspiradora e, acima de tudo, necessária. Em entrevista exclusiva para o blog da editora Autografia, ela compartilha sua trajetória de vida, os bastidores da criação do livro e as expectativas para o futuro da obra.

Das ruas de Cajati para o universo da literatura

Rosângela nasceu e cresceu em Cajati, uma pequena cidade do interior de São Paulo. Foi lá que viveu uma infância simples, mas cheia de significados — da liberdade de brincar nas ruas e subir em árvores, até os desafios financeiros enfrentados com coragem. Ela recorda com carinho da menina estudiosa, obediente e sonhadora que foi, e enxerga com orgulho a trajetória que construiu.

Hoje, atua no Atendimento Psicopedagógico com estudantes que enfrentam dificuldades de aprendizagem. E é justamente nesse espaço de escuta e acolhimento que ela segue aprendendo, dia após dia, sobre as nuances da vida.

Uma história que toca, cura e transforma

Dalila, a garotinha da roça que virou rainha não é apenas um livro infantojuvenil — é um convite ao diálogo, à empatia e à superação. A autora revela que a obra aborda um tema delicado, que muitas vezes é silenciado, mas que precisa urgentemente ser debatido. Sua intenção é clara: ajudar crianças, jovens e adultos que, por alguma razão, perderam o brilho da vida, a reencontrarem a luz da esperança.

A narrativa é inspirada em uma história real, marcada por dor, saudade e resiliência. Foi durante uma madrugada de insônia, tomada pela instabilidade emocional, que Rosângela encontrou na escrita uma forma de expressão e alívio. O processo foi solitário — até mesmo as pessoas mais próximas só tomaram conhecimento da obra depois de sua finalização.

Entre o alívio e a missão

Com a publicação do livro, Rosângela sente que cumpriu uma etapa importante de sua vida: “Acredito que em tudo Deus tem um propósito”, afirma. Agora, seu desejo é que a obra atinja o maior número possível de leitores, para que ela possa contribuir com a ressignificação de dores e a construção de novas possibilidades de vida.

Um recado que ecoa como poesia

A mensagem da autora aos leitores é direta e cheia de poesia:

“A leitura liberta! Não deixe que nenhuma DOR comprometa a sua felicidade. Viva intensamente. Viver é sublime.”

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Entre o real e o fantástico: conheça Páginas de Mistério, obra de estreia de Henrique Sene

Mistérios que rondam o imaginário popular brasileiro, lendas que ganham novas roupagens e um toque sombrio que instiga o leitor do começo ao fim. Assim é Páginas de Mistério, livro de estreia de Henrique Sene, publicado pela editora Autografia. Conversamos com o autor, que compartilhou um pouco da sua trajetória, suas inspirações e o processo de dar vida a essa coletânea inquietante e profundamente brasileira.

Apesar de atuar profissionalmente em uma área técnica — é formado em Processos Gerenciais e trabalha como Gerente de Projetos em uma agência digital —, Henrique sempre teve um fascínio especial pelo que escapa à lógica. “Na minha adolescência, fui atraído por histórias de terror e ficção científica — o que é irônico, já que, na infância, eu era daqueles que apagava a luz e saía correndo”, brinca. Com o tempo, o medo virou curiosidade. E a curiosidade, virou narrativa.

Páginas de Mistério reúne contos que transitam entre o terror, o realismo fantástico e o folclore nacional. Cada história se passa em uma época diferente e em regiões distintas do Brasil, reinterpretando lendas urbanas e mitos com uma nova abordagem. “O leitor vai encontrar desde figuras emblemáticas como a Cuca e a Pisadeira até criaturas mais veladas, que se escondem nas entrelinhas e exigem um olhar mais atento para serem desvendadas”, explica Henrique.

A motivação para criar o livro veio de uma lacuna percebida pelo autor como leitor. “Sentia falta de obras que explorassem o terror e a ficção científica sob uma ótica genuinamente brasileira”, conta. A obra mistura influências diversas, como a densidade psicológica de Edgar Allan Poe, o realismo mágico de Gabriel García Márquez e as narrativas orais escutadas ao longo da vida. O resultado é um livro que, ao mesmo tempo em que mergulha no estranho, traz ao leitor um sentimento de familiaridade.

O processo de escrita foi espontâneo e, por vezes, demorado. Henrique começou com um conto isolado, sem imaginar que ali estava nascendo uma coletânea. “Conforme as ideias surgiam e os temas se conectavam, percebi que havia um fio condutor”, relembra. Apesar de ter escrito tudo sozinho, ele destaca a importância dos amigos que leram os textos, ofereceram críticas sinceras e o incentivaram nos momentos de dúvida.

A publicação de Páginas de Mistério veio quase como um acaso — mas um acaso feliz. “Enviei o projeto para a Autografia sem grandes expectativas, e fui surpreendido com a aprovação. Ver o livro materializado é uma sensação quase surreal”, diz o autor. Agora, ele se dedica à divulgação, planejando ações de mídia e vídeos curtos para apresentar a obra a novos leitores.

Com um convite que mistura provocação e poesia, Henrique deixa um recado aos leitores:
“Espero que Páginas de Mistério assombre — e encante — seus sonhos. Que cada conto reverbere por um tempo, como um sussurro persistente no fundo da mente. Boa leitura… e cuidado ao apagar as luzes.”

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Fé Empreendedora: um chamado para transformar sonhos em propósito

Publicar um livro é sempre um marco — ainda mais quando ele nasce de uma trajetória repleta de desafios, superações e um desejo genuíno de impactar vidas. É com essa energia que nasce Fé Empreendedora: Fé e Finanças, obra recém-lançada do autor Kleber Campos Garcia pela Editora Autografia que une espiritualidade e educação financeira de forma prática, acessível e transformadora.

Kleber, cuja história pessoal e profissional foi marcada por momentos de turbulência e superação, nos conta que sempre viveu dividido entre suas responsabilidades profissionais e o desejo de aprofundar suas pesquisas. Ainda assim, hoje se sente realizado por ver o resultado de seu esforço materializado em forma de livro.

“Essa obra visa despertar, de maneira prática e acessível, a capacidade empreendedora do leitor”, explica. “Trago aqui conhecimentos bíblicos e seculares, tratando sobre fé e desenvolvimento social.”

A inspiração veio de uma lacuna sentida tanto nas escolas quanto nas igrejas. Segundo ele, é comum vermos instituições abordarem os mais diversos temas, mas raramente se fala abertamente sobre finanças, economia e as habilidades necessárias para transformar recursos limitados em grandes realizações. Foi daí que surgiu o impulso de escrever algo que pudesse servir de guia para quem quer unir fé, ação e crescimento pessoal.

O processo de escrita foi feito de forma solitária, mas não isolada. O autor se dedicou intensamente, mas não deixou de ouvir críticas construtivas e buscar embasamento em pesquisas para moldar um conteúdo sólido e inspirador.

Sobre a publicação da obra, ele confessa um pouco de ansiedade — sentimento comum para quem coloca um pedaço de si em cada página —, mas também demonstra confiança de que os leitores receberão com carinho a proposta do livro.

E deixa um recado que resume bem a alma da obra:

“Promova seus sonhos a um propósito. Sonhar é como vislumbrar o horizonte, mas o propósito é uma meta estabelecida.”

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“Nascido em Tibiriçá”: memórias, história e poesia na estreia literária de Paulo Ednilson

O escritor Paulo Ednilson estreia em solo literário com a obra Nascido em Tibiriçá, um livro que transita entre a memória e a história, entre a prosa e a poesia, e que mergulha o leitor numa narrativa intensamente pessoal, porém carregada de elementos universais. A autobiografia romanceada revela o olhar de um autor que, durante anos, dividiu-se entre as palavras e outras profissões, como a carreira militar e o Serviço Social.

Escrevo desde que percebi que o que guardo comigo é muito e a vida é pouca”, confessa Ednilson, ao falar sobre sua trajetória como escritor. Embora só agora publique seu primeiro livro solo, ele já participou de diversas antologias, entre elas Poesia do Brasil, volumes 5, 7, 9 e 11. “Sim… me lanço em prosa, mas sou poeta”, diz, reafirmando a veia lírica que permeia seu estilo.

Nascido em Tibiriçá propõe-se a mais do que relatar a vida do autor. É uma narrativa centrada na instituição da família, mas entrelaçada aos acontecimentos históricos que moldaram a trajetória do próprio autor e de seus antepassados. “Tem a intenção de contar uma história que tem a instituição família no centro da narrativa mas, também, tem a pretensão de levar o leitor para dentro dos fatos históricos que afetaram, particularmente, a vida da família do autor/narrador ao longo de sua vida”, explica.

A estrutura do livro acompanha a vida do protagonista desde a infância até a fase adulta, conduzindo o leitor em uma espécie de viagem no tempo: “O leitor vai encontrar o tempo do autor no enredo da narrativa e vai viajar com ele até o fim”, afirma Ednilson.

A inspiração para a obra veio, como não poderia deixar de ser, da vivência familiar e dos cenários que moldaram a formação do autor. “A inspiração vem dos rios Paraná e Paraguai, do Pantanal Sul Mato-Grossense e, ainda, da voz e do ritmo de Maria José Dupré narrando uma história de família no seu romance intitulado Éramos seis.” No entanto, é na figura dos pais que a obra encontra sua maior força poética: “É a vida deles que modula do princípio ao fim a história que narro.”

O processo de escrita se deu entre 2003 e 2006, mas o manuscrito ficou desaparecido por anos, até ser reencontrado por acaso, em 2023. “Interessante destacar que perdi o texto por um longo tempo e só o reencontrei, por acaso, com uma das minhas irmãs”, relata.

A pesquisa também foi uma parte essencial do processo criativo, alimentada por visitas à Biblioteca Nacional e leituras de periódicos de décadas passadas. “A narrativa é, às vezes, apoiada em fatos históricos mas, todavia, tem muito do que me lembro das interações que tive com os mais próximos: pai, mãe, tios, avós.”

Sobre o sentimento de publicar sua primeira obra, Ednilson é enfático: “É como eu mesmo descrevo na ‘orelha’ do livro: ‘… a escrita me permite, agora, rasgar a barriga da baleia que me conduz e, liberto, o meu primeiro encontro é com você leitor’.” A metáfora do nascimento literário se completa na imagem do voo: “Escrever e sustentar a narrativa na primeira pessoa me deu a sensação de, maduro, estar abandonando o casulo pronto para voar.”

Com expectativa de sucesso, o autor deseja que sua obra encontre leitores atentos e sensíveis. “Espero que o meu Nascido em Tibiriçá encontre ninho na cabeceira de muitos leitores.”

Encerrando a entrevista, Paulo Ednilson deixa uma mensagem aos leitores: “Deixo ao leitor um convite para ouvir, durante toda a narrativa, a voz sincera e, às vezes, explicitamente emocionada, deste autor que conta, em boa prosa poética, uma história que traz, com certeza, um pouco de todos nós.”

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